# Perguntas Frequentes RERE
[Trabalho em andamento... E sujeito a revisão]
## O que é a internet no senso comum e na wikipedia ?
O senso comum sobre o que é a internet começou a ser tecida no imaginário das pessoas a partir da primeira experiência de acesso & navegação na arquitetura de ciberespaço que foi gerada com o protocolo de internet versão 4 ([IPV4](https://pt.wikipedia.org/wiki/IPv4)) - *um sistema de endereçamento numérico utilizado para identificar e localizar dispositivos conectados em uma rede de computadores* - que foi concebido e disponibilizado pelo [Tim Berners-Lee](https://pt.wikipedia.org/wiki/Tim_Berners-Lee) em 12 de março de 1989 através do paper [world wide web](https://en.wikipedia.org/wiki/World_Wide_Web).
Neste sentido o senso comum sobre o que é internet e de uma forma geral foi se metamorfaseando de acordo tanto com a sua evolução cibernética tanto em termos do contínuo aumento *( e consequente alcance)* da complexidade da sua infraestrutura *( cabo submarino, telefonia fixa & celular, satelital, rádio, fibra ótica, rede elétrica)* como tanbém através das suas diferentes camadas cibernéticas *(darkweb, deepweb, web1, web2, web2.5 degen, web3ReFi ...)*
Sem contar, claro, a escala do senso comum que nos 1990 do web1 era praticamente um fenômeno norte-americano e europeu - que chegou a se fazer presente no Brasil - mas não em boa parte dos países africanos, na Àsia de uma forma geral
## O que é cibernética?
### No senso comum e na wikipedia?
Descrição
## O que é a internet na perspectiva cibernética?
## O ciberespaço & suas camadas cibernéticas: o que é web1, web2 e web3? & porque se tornou realmente essencial você ter um entendimento crítico das diferenças entre as mesmas?
## O que é um protocolo? evolucionarimente falando, qual sua significância para a nossa espécie?
## O que são paradigmas? como se relacionam com os protocolos?
## O que é um protocolo cultural? Que tipo de relação pode ter com o ciberespaço da internet e paradigmas?
## ReRe: um protocolo cibercultural
### Para o tempo do do seu tempo em meio ao complexo colapso civilizatório da lógica do um só mundo.
Descrição
## Os 08 paradigmas: quais são & como se correlacionam? que tipos de potenciais transformações de comportamento e de visão de mundo podem trazer para sua dinâmica de vida? E consequentemente para seu projeto também?
## Porque experienciar,no tempo do seu tempo, cada um dos 08 paradigmas que co-substamciam o ReRe como protocolo cibercultural é mais relevante que você ter um entendimento conceitual de cada um deles?
## O que é o RERE?
## O que são makers?
são adeptos da prática faça você mesmo, aplicam seu engenho para conseguir um resultado inteligente, criativo e eficiente.
## O que é Cultura e Ética Hacker?
O princípio da **cultura hacker** e seus valores morais e filosóficos, originaram-se no MIT (Massachusetts Institute of Technology) entre os anos 50 e 60.
O termos hacker remete a uma pessoa que atua de forma ética, com diligência e compreensão profunda sobre sistemas. O termo 'hacker' surgiu nos anos 1950 no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para designar aquela pessoa que se dedicava obstinadamente a investigar o funcionamento dos sistemas operacionais e que compartilhava suas descobertas com colegas. Com passar do tempo o termo se expandiu para diversas outras áreas, como para redes de computadores, criptografia, eletrônica, e desenvolvimento de hardware no geral; Mais recentemente essa cultura se expandiu para diversas áreas, hoje entende-se que podemos ter hacker em qualquer área do conhecimento, veja abaixo em [O que é um hacker?](https://hackmd.io/h2jQpVdbRKKCiaRS2MCVxQ#O-que-%C3%A9-um-hacker).
O ponto chave da **ética hacker** é o **livre acesso a informações** e **melhoria da qualidade de vida**. Alguns dos fundamentais princípios desta cultura estão relacionados com a disseminação do conhecimento, isto é, as **4 liberdades da cultura hacker**: i) todas as pessoas devem poder usar o conhecimento, ii) estuda-lo, iii) modifica-lo e finalmente iv) distribuir o conhecimento de modo livre. Assim como **promover a descentralização do conhecimento**, pois quanto mais esse for disseminado melhor será para o restante da população, assim todas as pessoas poderão participar deste processo e maior será a probabilidade de inovar soluções para problemas que temos no mundo.
A liberdade do conhecimento na cultura hacker também se manifesta no incentivo ao software livre, hardware aberto e livre, ao acesso aberto à informação, ciência aberta e dados abertos e à defesa de redes descentralizadas. O movimento de código aberto ([open-source](https://www.oreilly.com/openbook/opensources/book/perens.html)) exemplifica essa filosofia ao permitir que qualquer pessoa use, estude, modifique, distribua e até comercialize tecnologias livres sem restrições. Essa liberdade é essencial para a inovação, pois permite que pessoas e comunidades colaborem globalmente para desenvolver tecnologias mais eficientes e acessíveis. A defesa do conhecimento livre também se estende a áreas como educação, ciência e arte, promovendo um mundo onde o acesso ao saber não seja limitado por barreiras comerciais ou políticas.
A **ética hacker** baseia-se também em princípios de descentralização do poder e a transparência. Hackers acreditam que sistemas devem ser acessíveis e modificáveis, incentivando a exploração e a melhoria coletiva da tecnologia. Além disso, há uma forte valorização da segurança e da privacidade, já que o conhecimento técnico pode ser usado tanto para fortalecer sistemas quanto para expor vulnerabilidades de forma responsável.
## O que é um hacker?
Em primeiro lugar, a interpretação que hackers são criminosos virtuais que roubam dados e invadem contas bancarias, é um grande equívoco, inclusive para evitar essa confusão, a comunidade hacker em defesa do uso pejorativo do termo “hacker”, criou o termo “Cracker” (veja abaixo).
Segundo o [Garoa Hacker clube](https://garoa.net.br/wiki/P%C3%A1gina_principal) (comunidade hacker mais antiga do Brasil), o termo hacker não está tão ligado aos computadores quanto as pessoas pensam, principalmente hoje em dia. Um hacker é alguém que tem prazer em ter um **entendimento profundo do funcionamento de sistemas**, e por isso é capaz de fazer um sistema agir de uma maneira que não era prevista pelo seu(s) criador(es). Em um sentido mais amplo, uma pessoa com conhecimento avançado em áreas fora da eletrônica e informática também podem ser considerada hackers. Engenheiros, matemáticos, músicos, filósofos, sociológos, economistas, biologos, etc…
Similarmente aos makers, os hackers são adeptos da prática "*faça você mesmo*", só que na comunidade hacker muito se valoriza também o ensinar e compartilhar o conhecimento, portanto os hackers são exímios documentadores, costumam registrar aprendizagem e compartilhar com seus pares, por isso costuma-se dizer que os hacker são na verdade adeptos da prática "*Faça-mos juntos*"
## O que é um cracker?
Por definição é um criminoso virtual, ou aquele que prática a quebra de um sistema de segurança de forma ilegal, ou sem ética. A criação deste termo reflete a forte revolta dos hackers contra o roubo e o vandalismo praticado pelos crackers.
## O que é uma rede per to per (P2P)?
Peer-to-peer (ou P2P) é um modelo de rede que permite a comunicação direta entre computadores de maneira descentralizada, sem a necessidade de um servidor central. Em outras palavras, as interações acontecem de um dispositivo (peer) para outro sem intermediários, o que resulta em uma rede “ponto a ponto” (tradução livre de peer-to-peer).
Cada dispositivo pode atuar como cliente ou servidor, o dispositivo que fornece o arquivo é o servidor e o que solicita é o cliente. Os papéis podem se inverter quando necessário.
O exemplo mais famoso de uso das redes P2P envolve o compartilhamento de arquivos torrent via clientes como uTorrent. No entanto, redes peer-to-peer também são usadas em transações de ativos digitais, em aplicativos de streaming, e armazenamento de dados.
**Como funciona o processo P2P?**
Quando um usuário baixa um arquivo torrent (leech) ele estará fazendo o papel do cliente na operação, a partir do momento em que o download for concluído, o mesmo passa a fazer o papel de servidor fornecendo upload de partes do item (seed), retroalimentando a rede e permitindo o download por outros usuários conectados.
## O que é Bitcoin?
O Bitcoin é uma forma de dinheiro eletrônico peer-to peer (ponto a ponto) que pode ser transferida sem o intermédio de instituições financeiras.
Na prática, isso significa que dois indivíduos, mesmo morando em países diferentes, podem enviar BTC um para o outro sem precisar de um banco ou de uma empresa de remessa internacional.
O Bitcoin é uma moeda digital, descentralizada e que não necessita de terceiros para funcionar. Isso significa que você não depende de bancos, grandes corporações ou governos para movimentar o seu dinheiro.
O bitcoin opera baseado em uma tecnologia chamada de Blockchain, que funciona como um registro eletrônico de todas as operações que envolvem essa criptomoeda de forma criptografada.
Todas as transações realizadas com bitcoins são armazenadas em blocos (block). Para que esses blocos se encaixem é obrigatoriamente necessário utilizar um tipo de assinatura digital.
E não é só isso que garante a segurança cibernética do bitcoin. Para que as operações com essa criptomoeda sejam liquidadas, essa cadeia (chain) de transferência financeira precisa passar pela validação dos outros players do mercado, por meio da confirmação da autenticidade da chave pública.
## Como surgiu o Bitcoin?
A história do Bitcoin (BTC) é repleta de mistérios. Lançada em 2008, foi a primeira criptomoeda que se tem registro, e até hoje ninguém sabe a verdadeira identidade de seu fundador – ou das pessoas – por trás do projeto. Há algumas suspeitas, mas nenhuma delas foi capaz de desvendar o enigma.
A moeda surgiu em 31 de outubro de 2008. Naquele dia, o criador (ou criadores) da criptomoeda, que se esconde sob o pseudônimo de **Satoshi Nakamoto**, enviou um e-mail para uma lista de pessoas interessadas em criptografia. No corpo da mensagem, ele escreveu que vinha trabalhando *“em um novo sistema de dinheiro eletrônico totalmente peer-to-peer, sem terceiros confiáveis”*.
Ele também inseriu um link com o [**white paper**](https://bitcoin.org/files/bitcoin-paper/bitcoin_pt_br.pdf) (manual de instruções) da criptomoeda, em inglês. No documento, com nove páginas, Nakamoto descreveu resumidamente os fundamentos do Bitcoin, baseados em quatro pontos principais:
- É uma rede peer-to-peer para evitar que a moeda seja gasta duplamente;
- Sem intermediários, como bancos;
- Permite o anonimato dos participantes;
- Usa Prova de Trabalho (um tipo de algoritmo) para gerar Bitcoin (processo que ganhou o nome de mineração) e prevenir o tal gasto duplo.
No manual, Nakamoto também estipulou que o BTC tem oferta **finita**. No total, apenas 21 milhões de unidades podem ser mineradas (criadas) até 2140, o que o torna escasso. Até o final de outubro de 2021, segundo o agregador Coingecko, 18,8 milhões de Bitcoin já haviam sido emitidas.
Aqui você pode ler o White Paper traduzido em Português, [acesse](https://bitcoin.org/files/bitcoin-paper/bitcoin_pt_br.pdf).
Veja também o White Paper em sua [versão original](https://bitcoin.org/bitcoin.pdf).
## O que são criptomoedas?
Criptomoedas são moedas digitais criadas com protocolos que possibilitam transações seguras e resistentes à fraudes, tudo sem a necessidade de intermediários como bancos. A maior parte das criptomoedas são apoiadas pela tecnologia Blockchain, que surgiu com a primeira criptomoeda funcional do mundo, o Bitcoin. Essa tecnologia permite uma descentralização natural, que inclusive torna a criptomoeda praticamente à prova de interferência de instituições privadas ou governamentais.
**A principal diferença** da criptomoeda em relação a uma representação virtual da moeda fiduciária (dinheiro virtual nos apps de pagamento) é a possibilidade de ter a própria custódia dos valores. Com carteiras de criptomoedas, protegidas por criptografia, não há como um terceiro confiscar ou impor limites ao seu dinheiro.
As criptomoedas também trazem avanços na questão da privacidade, já que não é preciso permissão de uma instituição financeira (que solicita e armazena seus documentos) para começar a receber e usar uma criptomoeda. Porém, cada uma tem suas peculiaridades nesse sentido. Enquanto a maioria delas possui um livro-razão totalmente público e auditável e, portanto, transações rastreáveis, outras optaram por focar o desenvolvimento em soluções privadas como o Monero (XMR) e Zcash (ZEC).
## O que é uma Carteira (Wallet)?
Uma Web3 Wallet (carteira web3) é um aplicativo (como MetaMask, Rabby ou Rainbow) que guarda seus ativos digitais (cripto, NFTs, reputação, credenciais) e permite que você interaja com aplicações descentralizadas.
A Web3 Wallet é mais do que um cofre digital. Ela representa uma revolução no modo como gerimos nossa identidade, autonomia e relação com redes de valor. Diferente do modelo web2, onde somos dependentes de grandes plataformas que detêm nossos dados e perfis, na web3 a wallet se torna o centro da nossa existência digital soberana.
Portanto, sua carteira pode ser seu banco + identidade digital + cartório, tudo ao mesmo tempo — mas sem precisar de nenhuma instituição terceira para garantir a imutabilidade dos dados. Logo, a carteira pode,
- Substitui o banco → você movimenta valores diretamente.
- Substitui o login → você se conecta com uma chave privada.
- Substitui cartório → você assina contratos digitais verificáveis.
Por isso, sua wallet pode ser considerada a extensão computacional da sua vontade. Ela permite a você existir e agir no ciberespaço como uma entidade autônoma. Você é dono dos seus fundos, das suas palavras, dos seus registros. Derrubando a dependência de bancos, logins centralizados, registros estatais e aplicativos privados. Com ela, surge a possibilidade de existir online sem intermediários — um novo tipo de cidadania planetária e computacional.
### Referências
- [Site oficial da MetaMask](https://metamask.io/)
- [Rainbow Wallet – Carteira Web3 simples e colorida](https://rainbow.me/)
- [O que é uma carteira Web3? – Ethereum.org (em inglês)](https://ethereum.org/en/wallets/)
## O que é uma Exchange?
Exchange é o nome das plataformas digitais que permitem a compra, venda e troca de criptomoedas e tokens. Também são conhecidas como corretora de criptomoedas.
Essas corretoras cobram taxas pelo serviço dessas transações e também guardam as criptomoedas (custódia) daqueles investidores que não querem manter suas criptos em carteiras próprias.
Na prática, elas são bem parecidas com corretoras de valores. Para usá-las, basta que o usuário faça o cadastro, confirme a identidade, envie recurso, compre ativos e pague as taxas. Mas há algumas diferenças importantes:
- Em vez de oferecer ações, as exchanges ofertam moedas digitais, como Dogecoin (DOGE), Solana (SOL) e XRP (XRP). Algumas também oferecem outros produtos e serviços, como soluções de pagamentos com cripto.
- As exchanges não são supervisionadas pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como as corretoras de valores. Ainda assim, elas não são ilegais.
- Cada exchange funciona como uma bolsa de valores independente. Portanto, os preços das criptomoedas negociadas nelas variam conforme a lei da oferta e da procura.
- As exchanges costumam funcionar **24 horas por dia**, enquanto corretoras de valores seguem o horário da B3.
## O que é uma Wallet multsig?
Uma multisig (multi-signature wallet) é uma carteira que só libera ações (como transferir fundos ou alterar membros) se várias pessoas assinarem juntas. É uma forma segura de gerenciar recursos compartilhados.
Exemplo: Um coletivo de arte cria uma multisig onde 3 de 5 membros precisam aprovar antes de enviar qualquer grana.
Disrupção:
Elimina a necessidade de advogados, ata em cartório ou instituições centrais para proteger um bem coletivo.
A multisig é um acordo automatizado, transparente e à prova de corrupção.
Ela é como uma camada basica de confiança, e representa a descentralização do poder e da responsabilidade.
### Referencias
- [Safe (antiga Gnosis Safe) – Carteira multisig mais usada](https://safe.global/)
- [Multisig Wallets explicadas – Blog da Ethereum Foundation (em inglês)](https://blog.ethereum.org/2021/01/11/multisig-wallets-explained)
- [O que é uma carteira multisig? – ConsenSys (em inglês)](https://consensys.net/blog/blockchain-explained/what-is-a-multisig-wallet/)
## O que é White-hat?
Um hacker white hat é um profissional de segurança cibernética que testa redes e softwares para encontrar falhas de segurança, seu objetivo é descobrir vulnerabilidades em sistemas e redes de computadores, fazer recomendações de melhoria e proteger organizações contra ataques cibernéticos. Eles são também conhecidos como "hackers éticos" ou "bons hackers".
Em outras palavras é o profissional que usa do conhecimento hacker para a defesa de sistemas de forma legal e formal.
## O que é Red-hat? (victor)
## O que é um Protocolo Cibercultural?
Um protocolo cibercultural pode ser entendido como um conjunto de regras, práticas ou sistemas que integram tecnologia, cultura digital e interações sociais para estimular e adequar comportamentos, criar comunidades ou facilitar a troca de informações em ambientes digitais. Esses protocolos misturam aspectos técnicos (como algoritmos e código) com valores culturais (como colaboração, privacidade ou descentralização), refletindo a dinâmica da cibercultura proposta.
Protocolos ciberculturais desafiam estruturas de poder tradicionais, mas também exigem reflexão crítica para evitar novos tipos de desigualdade ou controle. A cibercultura, nesse sentido, é um laboratório vivo de futuros possíveis.
## Como é o Protocolo Cybercultural do RERE?

## O que são os Mapeamentos do RERE?
## O que é DEFI?
A tecnologia Web3 e blockchain abriu inúmeras oportunidades, iniciativas e instrumentos financeiros na última década.
## O que é uma DAO?
## O que são Finanças Regenerativas (Regenerative Finance, REFI)?
**Regenerative Finance (ReFi)** é um movimento emergente, principalmente no espaço web3, que busca **utilizar tecnologias digitais como blockchain e protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) para gerar impacto positivo no mundo real**, especialmente na **governança e regeneração de recursos de uso comum globais** em Common Pool Resources (CPRs), como a atmosfera. O termo "ReFi" é uma abreviação de "regenerative finance" e também um trocadilho com "DeFi".
Os principais objetivos e características do ReFi incluem:
- **Transformar a governança dos CPRs globais**, que estão sendo degradados apesar dos esforços internacionais
- **Utilizar monitoramento, relatórios e verificação digitais** (Digital Monitoring, Reporting, and Verification, D-MRV); tokenização de ativos; e **abordagens de governança descentralizada** para alcançar essa transformação. O D-MRV envolve a coleta, agregação e análise de dados usando tecnologias digitais para aumentar a disponibilidade, interoperabilidade, qualidade e transparência das informações
- **Aproveitar tecnologias como Internet das Coisas (IoT), aprendizado de máquina (ML) e blockchain** para melhorar o compartilhamento de informações e implementar um sistema abrangente de regras para a governança dos CPRs globais
- **Desenvolver meios financeiros para implementar conceitos econômicos como "economias de permanência" e "economia regenerativa"** para a governança dos CPRs globais. Uma economia regenerativa mantém entradas confiáveis e saídas saudáveis, não esgotando insumos críticos nem prejudicando outros sistemas
- **Permitir a tokenização de CPRs como ativos do mundo real**, atribuindo valor à realidade material subjacente do recurso na forma de moedas comunitárias, NFTs regenerativos, tokens sociais e outras aplicações financeiras e de mercado inovadoras. A tokenização cria uma representação digital de um ativo real, contendo informações relevantes como métrica, país de emissão e ano de geração
- **Criar sistemas econômicos que possibilitem interações harmoniosas entre humanos e ecossistemas naturais.**
Apesar de suas ambições, o movimento ReFi enfrenta desafios e críticas:
- **Falta de um caminho claro para criar e implementar modelos que realmente impulsionem a "Re-" em ReFi**, indo além da perpetuação da economia extrativa existente
- **Crescentes dificuldades, como a falta de uma estrutura comum de interoperabilidade e uma definição para determinar o que é um projeto ReFi.**
- **Preocupações de que muitas iniciativas ReFi apliquem meramente engenharia financeira e modelos lineares a desafios ambientais**, rotulando esses protocolos como regenerativos sem aderir verdadeiramente ao paradigma regenerativo. Alguns críticos consideram certas iniciativas como "DeFi greenwashing"
- **Risco de que o foco na tokenização de ativos naturais leve à crescente comoditização da natureza**, com preocupações morais, pragmáticas e materiais, especialmente em relação aos CPRs globais. Existe o receio de que os CPRs se tornem a próxima fronteira de commodities devido à capacidade do DeFi de financeirizar tudo
- **Perigo de "over-financialization"**, onde o aumento da atividade financeira se desvincula do impacto ecológico real, incentivando a negociação especulativa em vez da restauração ecológica.
- **Desafios complexos de interoperabilidade e governança** entre atividades on-chain e off-chain, envolvendo diversos stakeholders.
- **Necessidade de definir como o ReFi se diferencia da economia extrativa** e de criar modelos que realmente impulsionem a regeneração
O ReFi tem o **potencial de ser um aliado poderoso para os CPRs globais**, especialmente através da capacidade do blockchain de aumentar a transparência, permitir o acesso e a distribuição equitativos de benefícios e fornecer mecanismos de governança distribuída. No entanto, sua eficácia depende de como essas capacidades são aplicadas em estruturas econômicas e financeiras que priorizem objetivos regenerativos em vez da lucratividade financeira como objetivo primário. Para ser verdadeiramente regenerativo, o ReFi pode precisar de mudanças paradigmáticas fundamentais, como passar de uma visão antropocêntrica para uma ecocêntrica e priorizar "meios" em vez de "fins". É crucial que o movimento desenvolva automonitoramento e autorregulação para manter sua integridade ideológica e operar a serviço dos CPRs globais.
### Referências:
- [Guia para Iniciantes em Finanças Regenerativas (ReFi)](https://www.coinmetro.com/pt-pt/learning-lab/beginners-guide-to-regenerative-finance-refi)
- [Biblioteca ReRe - Artigos ReFi](https://drive.google.com/drive/folders/10HqSTu3fJJqJqoFggmKMAPweZkTCNTni?usp=sharing)
## O que é DeSci?
Desci é o movimento que busca reinventar a ciência como bem comum. Ele propõe novas formas de financiamento, revisão por pares aberta, reputação descentralizada e publicação fora das grandes editoras.
A ciência deixa de ser uma torre de marfim para se tornar um ecossistema vivo, orientado por valores regenerativos e pela inteligência coletiva.
Desci cria um novo imaginário científico: que a produção de conhecimento não pertence a corporações ou governos, mas às redes de cuidado, pesquisa e aprendizagem colaborativa. É o renascimento da ciência cidadã — agora em blockchain.
### Referencias:
- [Biblioteca ReRe Artigos DeSci](https://drive.google.com/drive/folders/19Y9xMmMJspDoEB6dnHmdJkymqj43p8zc?usp=sharing)
## O que são Grants na Web3?
## O que é Gitcoin? (caue)
Gitcoin é uma plataforma que financia projetos abertos (softwares, pesquisas, conteúdos, infraestruturas) e projetos focados em bens públicos. A plataforma utiliza, o mecanismo de quadratic funding, onde muitas doações pequenas geram mais impacto que poucas grandes.
Em comparação com instituicões tradicionais de financiamento, o Gitcoin:
- Substitui FINEP, CNPq, secretarias de cultura, agências de inovação.
- Substitui editais com comissões centralizadas e atividades opacas.
- Substitui burocracia por coordenação aberta.
**Exemplo:** Um app de mapeamento de alimentos agroecológicos pode ser financiado por 200 pessoas com R$5 cada — ao final da rodada de quadratic funding, projeto poderá acessar mais R$10 mil de um fundo coletivo. Enquanto um projeto que receber R$1.000,00 de apenas um doador irá receber apenas uma pequena porcentagem desse fundo coletivo, como R$100,00.
Portanto, o Gitcoin valoriza a relevância social dos projetos, e não apenas o capital financeiro. Criando formas distribuídas de apoiar o que é útil pra todos — código aberto, florestas, cultura local, etc. Dessa forma, o valor do bem comum emerge da multiplicidade, não da elite. Gitcoin é uma democracia econômica para financiar o que o mercado e o Estado ignoram.
### Referencias
- [Gitcoin.co – Site oficial](https://gitcoin.co/)
- [Documentação da Gitcoin](https://docs.gitcoin.co/)
- [Funding Quadrático – Explicação por Vitalik Buterin (em inglês)](https://vitalik.ca/general/2019/12/07/quadratic.html)
- [Repositório Gitcoin Grants – GitHub](https://github.com/gitcoinco)
## O que é Giveth?
Giveth é uma plataforma de doações para causas sociais, ambientais e comunitárias. Usa blockchain para garantir transparência, rastreabilidade e até recompensas simbólicas para quem doa.
**Exemplo:** Você apoia uma escola agroecológica e pode ver como sua doação foi usada, além de receber tokens como agradecimento e reputação.
Giveth transforma a filantropia em um ecossistema aberto. As causas se conectam diretamente com a comunidade, sem estruturas pesadas. De forma que, cuidar do mundo vira um valor coletivo, não caridade vertical. A doação vira um gesto político visível, incentivado e registrado.
### Referências
- [Giveth.io – Plataforma oficial de doações descentralizadas](https://giveth.io/)
- [Documentação oficial da Giveth](https://docs.giveth.io/)
- [Código aberto da Giveth – GitHub](https://github.com/Giveth)
- [Giveth (YouTube)](https://www.youtube.com/@Givethio)
## O que é a Octant?
Octant é uma plataforma que redistribui parte dos rendimentos de 100.000 ETH da Golem Foundation para projetos escolhidos pela comunidade.
Funciona como uma fundação comunitária descentralizada, onde os próprios participantes decidem onde o dinheiro vai. Isso faz com que a governança de dinheiro e recursos seja feita por quem se importa, e não por quem manda. Os valores da comunidade guiam a alocação.
A Octant mostra que redes bem alinhadas podem distribuir valor de forma mais justa do que instituições tradicionais.
### Referências
- [Octant.app – Plataforma oficial](https://octant.app/)
- [Documentação do Octant](https://docs.octant.app/)
- [Post oficial: Introduzindo o Octant (em inglês)](https://blog.octant.app/introducing-octant/)
## O que é a Karmagap?
## O que são LLMs?
## O que são agentes de IA?
## O que é o movimento SolarPunk?
O SolarPunk é um movimento cultural e estético que imagina um futuro onde a humanidade vive em harmonia com a natureza, usando tecnologias renováveis e práticas regenerativas. Ele explora como cidades, comunidades e indivíduos podem adotar inovações para criar um mundo ecologicamente equilibrado, focando em soluções práticas para a crise climática e na construção de uma sociedade mais justa.

## **O que é o movimento LunarPunk?**
O termo "Lunar Punk" não é tão consolidado quanto Cyberpunk ou Solarpunk, mas surge como uma extensão natural desses sub movimentos de ficcao especulativa.
O lunarpunk se concentra em produzir sistemas antifragilidade, capazes de absorver grandes impactos e demostrar maior resiliencia diante ataques cibernéticos e catastrofes, humanas (cientificas) e naturais (ambientais).
A estética lunarpunk apresenta conceitos filósoficos realistas e mesmo pessimistas como argumentos de desenvolvimento tecnológico com forte criptografia e visa empoderar sua rede desde a base, formando um feedback positivo, porém diferente do Solarpunk otimista e esperancoso, se questiona constantemente sobre suas previsoes, o quanto sao acertivas ou nao e cria estruturas preparadas para propsperar em diferentes cenários e até no pior deles, o lunarpunk utiliza a escuridao em seu benefício adotando o anonimato como instrumento de protecao contra possiveis intervencoes do estado de vigilancia e controle.
Seguindo essa linha de racicionio o movimento lunarpunk assume uma profecia: A armadilha da regulamentacao. Acrediando que com o passar do tempo, tanto o anonimato quanto a vigilancia, serao crescentes e por isso haverá um movimento contra a criptografia, que passará a ser reprimida, o que gerará por sua vez criptografias mais robustas, por isso, uma imagem que frequentemente representa esse contexto é o de uma densa floresta escura, mas cheia de vida, como um santuário sem propriedade e operado pelas proprias pessoas a servico de sua liberdade e defendendo suas tribos perseguidas pela vigilancia e por tecnologias autoritarias.
**Fragilidade vs. Antifragilidade:**
A inovação central da crypto é antifrágil. Ela empodera usuários e, ao descentralizar-se, torna-se mais resistente. Quanto maior e mais diversa a base de usuários, mais antifrágil a rede se torna. Porém, em sistemas transparentes, usuários ficam expostos. Se o ambiente externo se torna hostil (como perseguições governamentais), usuários optam por sair, levando à fragilidade.
## **O que é o movimento Cypherpunk**
Um movimento virtual e tecno filosófico focado em privacidade e seguranca de dados surgido no final da dec de 80 prevendo e questionando o desenvolvimento das tecnologias de informacao no período. Este movimento foi responsável por criar o manifesto cypherpunk que convocava a adesao de uma criptografia forte.
## O que é um produsage?
Produsage é um termo que combina "produção" e "uso", referindo-se a uma forma de produção colaborativa onde os usuários também são criadores de conteúdo. É um conceito importante em comunidades de tecnologias livres, onde os participantes contribuem para o desenvolvimento e evolução contínua de um projeto, ao invés de apenas consumir um produto final. Essa dinâmica é fundamental em projetos abertos, permitindo inovação contínua.
## O que é o Framework de Design Regenerativo?

O _Framework de Design Regenerativo_ é um modelo que orienta a transição de práticas convencionais para sistemas que promovem a regeneração dos ecossistemas e da vida. A partir de uma visão sistêmica, o framework destaca uma trajetória de mudança que vai desde práticas convencionais e degenerativas (que apenas cumprem normas para evitar danos) até práticas verdes (melhorias incrementais), sustentáveis (estabilizam o impacto), restaurativas (reparam danos), reconciliatórias (reintegram os humanos à natureza) e, finalmente, regenerativas. Nesse estágio, os sistemas são projetados para colaborar com os ciclos naturais, criando condições que restauram e aumentam a vitalidade dos ecossistemas e da sociedade.
## O que é Design Regenerativo?
Design Regenerativo é uma abordagem que busca criar sistemas, processos e produtos que não apenas minimizem o impacto ambiental, mas que contribuam ativamente para a regeneração dos ecossistemas. Ele se inspira na natureza para desenvolver soluções que aumentem a biodiversidade, melhoram a qualidade dos solos e da água, e promovem o bem-estar das comunidades. O objetivo é criar ambientes que sejam resilientes, sustentáveis e capazes de se adaptar às mudanças ao longo do tempo.
## O que são Culturas Regenerativas?
Culturas regenerativas são aquelas que buscam restaurar, revitalizar e fortalecer os ecossistemas, integrando práticas sustentáveis com respeito à diversidade cultural e ecológica. Elas são voltadas à construção de sistemas que regeneram a vida, ao invés de apenas explorar os recursos naturais. Enraizadas em tradições ancestrais e alinhadas com as necessidades contemporâneas, as culturas regenerativas promovem uma convivência harmoniosa entre humanos e a natureza;
## O que é Regeneração Profunda?
## O que são Tecnologias Livres?
Tecnologias Livres são aquelas que são livres para uso, estudo, modificação e distribuição; tiveram seus primórdios com o advento do software livre e, na última década, tem incluído hardware aberto, instrumentos científicos e biologia sintética. São todas as tecnologias cujo conhecimento se encontra livre, cuja sua pesquisa, desenvolvimento, ciência possuem acesso aberto e compartilhado. O movimento de Tecnologias Livres integra outros demais movimentos como, open source, protocolos livres, software livre, hardware aberto e livre, ferramentas de desenvolvimento livres, blockchain, etc... Tipicamente as tecnologias livres utilizam licenças permissivas para garantir a liberdade do conhecimento; geralmente a disponibilização de tecnologias livres vem acompanhada de uma comunidade desenvolvedora que compartilha a documentação que educa e instrui, as pessoas a como implementar, usar e continuar desenvolvendo. As tecnologias livres extrinsecamente são desenvolvidas de modo colaborativo, trazendo novos paradigmas da criação, uso e disseminação do conhecimento. As tecnologias livres são muito presentes em nossas vidas, como o "Word Wide Web". Usamos muitos serviços de "computação em nuvens" ou serviços terceirizados de super computadores, que geralmente funcionam utilizando distribuições do sistema operacional Linux.
## O que é Hardware Aberto e Livre?
Baseado na [**Definição de Hardware de Código Aberto**](https://web.archive.org/web/20220808033343/https://hardwareaberto.org/wp/definicao-de-hardware-aberto/) , chamamos de Hardware Aberto e Livre (HAL) aquele "\[...\] hardware cujos projetos são disponibilizados publicamente de modo que qualquer um possa **estudar, modificar, distribuir,fabricar e vender** o projeto ou o hardware baseado no projeto. A fonte do hardware, o projeto do qual ele é fabricado, é disponibilizado no formato mais adequado para que nele sejam feitas modificações. Idealmente, hardware de código aberto utiliza componentes e materiais facilmente acessíveis, processos padrões, infraestrutura aberta, conteúdo irrestrito, e ferramentas de desenho livres para maximizar a possibilidade dos indivíduos fazerem e utilizarem o hardware. Hardware de código aberto dá às pessoas a liberdade de controlar a sua tecnologia enquanto compartilham conhecimento e encoraja o comércio através do compartilhamento aberto dos projetos".
## O que é um hardware?
Hardware, em inglês, representa qualquer instrumento físico, seja uma ferramenta manual, como um martelo, ou uma impressora 3D. Equipamentos utilizados em laboratórios científicos e educacionais também podem ser chamados de hardware. Mais do que isso, vários instrumentos científicos abertos estão sendo concebidos dentro do conceito de Open Science Hardware (PEARCE, 2012). Assim, utilizamos aqui o uso do termo hardware na representação ampla de instrumentos e ferramentas além dos computadores e dispositivos eletrônicos.
## O que é software livre?
O termo software livre refere-se a um programa de computador que respeita as quatro liberdades essenciais [**definidas pela Free Software Foundation**](https://web.archive.org/web/20220808033343/https://www.gnu.org/philosophy/free-sw.html).
* Liberdade nº 0\
A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito.
* Liberdade nº 1\
A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo às necessidades do usuário, sendo que o acesso ao código-fonte é um pré-requisito fundamental para esta liberdade.
* Liberdade nº 2\
A liberdade de redistribuir cópias para os outros usuários.
* Liberdade nº 3\
A liberdade de distribuir cópias de suas versões modificadas a outros. Desta forma, você pode dar a toda comunidade a chance de beneficiar de suas mudanças. Para tanto, acesso ao código-fonte é um pré-requisito.
## Quais as vantagens do software livre?
A principal vantagem de tecnologias livres é a possibilidade do usuário poder estudar a tecnologias que está usando. Os software livres são, em geral, mais seguros porque qualquer pessoa pode consultá-lo e até mesmo melhorá-lo. Isso já é feito por milhares de pessoas no mundo todo a exemplo do sistema operacional GNU/Linux.
## Qual a diferença de "Free Software" e "Open Source Code"?
A diferença é histórica, mas também ideológica. A diferenciação dos termos é bem descrita no [**artigo**](https://web.archive.org/web/20220808033343/https://opensource.com/business/16/11/open-source-not-free-software) de John Mark Walker, traduzido e publicado na [**edição 25 LibreOffice Magazine**](https://web.archive.org/web/20220808033343/https://pt-br.libreoffice.org/assets/Uploads/PT-BR-Documents/Magazine/LM-ED25.pdf). Além desses termos, existem outros como FOSS, Libre Software, FLOSS e outros. O artigo [**Free Software, Open Source, FOSS, FLOSS - same same but different**](https://web.archive.org/web/20220808033343/https://fsfe.org/freesoftware/basics/comparison.en.html), escrito por Björn Schießle, waclarece um pouco mais sobre.
## O que é Conhecimento Livre?
O conhecimento livre é aquele que desfruta das quatro liberdades de uso, estudo, modificação e distribuição/compartilhamento. Está bem definido na [**Definição de obras culturais livres**](https://web.archive.org/web/20220808033343/http://freedomdefined.org/Definition/Pt).
## Quais as vantagens do Conhecimento Livre?
O Conhecimento livre propicia a livre distribuição e comunicação de ideias através do compartilhamento livre, podendo ser usados e aprimorados por todos.
## Existe diferença entre "livre", "aberto" e "gratuito"?
Sim, são três conceitos diferentes. A [**definição para "software livre"**](https://web.archive.org/web/20220808033343/http://cta.if.ufrgs.br/projects/suporte-cta/wiki/Perguntas_Frequentes#O-que-%C3%A9-software-livre) se estende a toda forma de [**conhecimento**](https://web.archive.org/web/20220808033343/http://cta.if.ufrgs.br/projects/suporte-cta/wiki/Perguntas_Frequentes#O-que-%C3%A9-Conhecimento-Livre) -- é aquilo que desfruta das quatro liberdades de uso, estudo, modificação e distribuição/compartilhamento. O termo "software de código aberto" muitas vezes é usado como sinônimo de "software livre", mas o conceito de _aberto_, em geral, é mais abrangente do que o conceito de _livre_; o conhecimento aberto permite as liberdades de uso e estudo, mas não necessariamente as de modificação e distribuição. Já o termo "gratuito" se refere simplesmente àquilo que é disponibilizado sem custos financeiros ao usuário -- é bom notar que tanto materiais livres quanto o abertos _não necessariamente_ são gratuitos (e, claro, o contrário também é verdade).
## Como garantir que meu trabalho seja disponibilizado como Conhecimento Livre?
Para ser considerado livre, o trabalho de estar disponibilizado por licenças que permitam as [**quatro liberdades**](https://web.archive.org/web/20220808033343/http://cta.if.ufrgs.br/projects/suporte-cta/wiki/Perguntas_Frequentes#O-que-%C3%A9-Conhecimento-Livre). É importante que essas licenças sejam compatíveis com outras licenças permissivas e que sejam válidas para o tipo de material licenciado; geralmente, para o mesmo trabalho, são necessárias licenças diferentes para partes diferentes (e.g., uma para os software, uma para os textos e diagramas, uma para dados obtidos, uma para os hardware).
Exemplos de licenças bastante utilizadas: [**GNU General Public License**](https://web.archive.org/web/20220808033343/http://en.wikipedia.org/wiki/GNU_General_Public_License) (GNU GPL ou GPL) para software. [**CERN Open Hardware License**](https://web.archive.org/web/20220808033343/http://www.ohwr.org/projects/cernohl/wiki) (OHL ou CERN OHL) para hardware. [**Licença Creative Commons**](https://web.archive.org/web/20220808033343/http://en.wikipedia.org/wiki/Creative_Commons_license) (CC) para materiais em categoria de copyright -- é bom notar que existem vários tipos de licenças CC e nem todos garantem que o material seja livre.
Além das licenças, para que um trabalho seja de fato livre, é importante que exista uma documentação contendo todo o material utilizado (códigos-fonte, diagramas esquemáticos, etc) e descrições do processo de desenvolvimento do trabalho disponível à comunidade.
## Quando disponibilizar meu trabalho como Conhecimento Livre, devo permitir o uso comercial de distribuição deste?
Idealmente, sim. Citando o documento “Folgen, Risiken und Nebenwirkungen der Bedingung Nicht-Kommerziell – NC” (Consequências, riscos e efeitos colaterais do módulo Não-Comercial – NC – de licenças) criado por um [**grupo alemão de especialistas em _copyright_**](https://web.archive.org/web/20220808033343/http://irights.info/) em colaboração com a Wikimedia (versão em inglês [**aqui**](https://web.archive.org/web/20220808033343/http://openglam.org/files/2013/01/iRights_CC-NC_Guide_English.pdf)): "Muitos licenciadores que intuitivamente escolhem uma licença NC o fazem com a intenção compreensível de prevenir que seus trabalhos sejam indesejável e incontrolavelmente explorados por terceiros para negócios. No entanto, muitas outras consequências dessa escolha são geralmente desconhecidas."\
Como é explicado no documento (de leitura muito recomendada), o módulo NC traz consequências indesejadas prejudiciais à produção de Conhecimento Livre e por isso as licenças com este módulo não são consideradas [**livres**](https://web.archive.org/web/20220808033343/https://pt.wikipedia.org/wiki/Licen%C3%A7a_livre).
* Muitas possibilidades de uso, como inclusão em comunidades de conhecimento, arquivos, a Wikipédia, jornais locais, publicações são impossibilitadas.
* Nem todo uso comercial é negativo. Frequentemente, o sucesso de trabalhos educacionais e culturais depende fortemente de usos comerciais. Muitas vezes, o uso comercial de materiais livres é indispensável para o sucesso de projetos sem fins lucrativos voltados para o bem público.
* A intenção de proteger um trabalho contra exploração por terceiros pode ser alcançada por outras formas. O módulo [**Share Alike**](https://web.archive.org/web/20220808033343/http://en.wikipedia.org/wiki/Share-alike) garante que qualquer derivação do material licenciado seja disponível tão livremente quanto o material original.
* O uso do módulo NC prejudica fortemente a produção de trabalho colaborativo devido a incompatibilidades de licenças. A maioria das licenças usadas em materiais livres não é compatível com licenças com restrição NC, impossibilitando a junção de trabalhos -- o que, em geral, é feito sem fins lucrativos.
* Em especial para o CTA, como procuramos dispersar modelos de negócio baseados no Conhecimento Livre, a permissão do uso comercial dos trabalhos desenvolvidos é de extrema importância.
Confira também [**esse texto**](https://web.archive.org/web/20220808033343/https://www.cienciaaberta.net/o-uso-da-clausula-cc-nao-comercial-prejudica-a-ciencia-aberta/) em português com crítica ao módulo pela perspectiva da ciência aberta.