# Modelagem Drone [TOC] ## Introdução Os veículos aéreos não tripulados (VANTs) representam qualquer tipo de veículo que dispensa a presença de tripulação a bordo do veículo.^[Castillo] Por não precisarem de tripulantes, esses tipos de veículos são controlados por dispositivos que envolvem eletrônica e computação. Dentre as suas aplicações cita-se o uso na indústria bélica, vigilância e filamgem em aplicações georeferenciais, linhas de transmissão, busca e salvamento de pessoas, além do uso recreativo. Ademais, dentre as suas diversas divisões por categorias (tamanhos, autonomia, mecânica de voo, etc...) pode-se classificar os VANTs, em modelos da asas fixas e multirotores. Os drones, versão mais conhecida dos VANTs, são classificados como multirrotores, apresentando, normalmente, múltiplas hélices. Dentro da categoria dos multirotores, existem os quadrirrotores, objeto de estudo do trabalho de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados para área de modelagem, análise e controle de sistemas dinâmicos, devido a sua relativa simplicidade de funcionamento e diversidade de desafios associados as suas aplicações práticas. Dessa forma, o objetivo do trabalho é estudar o AR Drone 2.0, considerando-se a presença de um piloto automático embarcado na aeronave, através de modelagem e simulações. Além disso, após o equacionamento , almeja-se realizar a comparação entre os modelos linear emnão-linear do sistema de navegação do objeto de estudo, visando avaliar a verossimilhança, semelhanças e diferenças entre os modelos escolhidos para análise. ## Descrição do Sistema A modelagem e análise do quadrirrotor está baseada na variação da velocidade angular do conjunto de seus rotores, proporcionando, como consequência dessa ação, uma alteração na movimentação translacional e rotacional, dando origem, a partir da interação com o controlador interno do drone, a movimentos conhecidos como rolagem, arfagem, guinada e propulsão vertical. Além disso, a modelagem do sistema, por sua vez, foi realizada considerando as representações matemáticas do funcionamento do VANT e a existência do piloto automático. A consideração deste último, inclusive, fundamentou o equacionamento dos modelos linear e não linear do drone. A seguir é possível observar a divisão em diagrama de blocos de todo o sistema modelado, incluindo o bloco que evidencia o sinal de entrada aplicado e a saída observada: <center> ![](https://i.imgur.com/jSxLuSF.png) </center> ### Entrada Ao analisar a resposta do quadrirrotor, optou-se por padronizar o experimento aplicando o mesmo sinal de entrada com periodo ditado por $T$, onde $T = 5$, nas malhas de controle dos eixos de referência e verificando o respectivo sinal de saída (modelo linear e não linear). A entrada que foi aplicada nas malhas de controle pode ser visualizada a seguir: <center> $u_{i} = 0,5sin(\frac {2 \pi} {T} t) + 0,3sin(\frac {2 \pi} {0,2T} t)$ **(1)** </center> A partir da equação acima foi possível contruir o seguinte diagrama de blocos: <center> ![](https://i.imgur.com/uAPfTrj.png) </center> ## Laços internos de controle O diagrama de blocos representando o comportamento aproximado da resposta dos controladores internos do piloto automático do drone (laços internos de controle) está representado abaixo: <center> ![](https://i.imgur.com/6R8oVkX.png) </center> Lembrando que para o sistema em questão: $u_{\phi} = u_{\theta} = u_{\dot{z}} = u_{\dot{\psi}} = u_{i}$, descrito em **(1)**. **Detalhe**: O valor das constantes e dos parâmetros relacionados ao equacionamento foram disponibilizados na descrição do trabalho. Existem três orientações de rotação, cada uma associada a um dos eixos de referência, e são denominadas: $\psi$ - guinada ou rotação em torno do eixo $z$, $\theta$ - arfagem ou rotação em torno do eixo $y$ e $\phi$ - rolagem ou rotação em torno do eixo $x$. Para a implementação do trabalho, anexou-se, individualmente, as respectivas entradas aos laços internos de controle **(1)** e como verificado a seguir, observa-se cada subsistema dos laços internos de controle: <center> ![](https://i.imgur.com/MDnKoWf.png) ###### Malha $u_{\phi}/\phi$ ![](https://i.imgur.com/rSt4IXj.png) ###### Malha $u_{\theta}/\theta$ ![](https://i.imgur.com/TcPDJ5b.png) ###### Malha $u_{\dot{\psi}}/\dot{\psi}$ ![](https://i.imgur.com/vW5NSaL.png) ###### Malha $u_{\dot{z}}/\dot{z}$ </center> ### Subsistemas ## Modelo Não-Linear Como evidenciado anteriormente, o equacionamento do quadrirrotor pode ser obtido através de métodos clássicos da literatura e após a sua obtenção, o equacionamento é simplificado e testado experimentalmente, considerando a presença do piloto automático. (SANTANA, 2016) O modelo simplificado utilizado para a análise do dispositivo apresenta uma força de arrasto translacional para os graus de liberdade $x$ e $y$ dado por: <center> ![](https://i.imgur.com/kmio7rL.png) </center> :::danger Substituir a foto pelas respectivas equações > Atribuido a Maurício ::: Como se verifica acima, $x$, $y$, $\phi$ e $\theta$ apresentam um comportamento não linear associado. No caso de $x$, $y$, verifica-se a não linearidade devido a presença de funções trigonométricas, enquanto $\phi$ e $\theta$ possuem um comportamento não linear por conta da variação dos valores de $K_\phi$ e $K_\theta$ a depender do módulo de entrada: \begin{cases} K_{\phi} = 1,⠀se⠀ |u_{\phi}| > 0,5 \\ K_{\phi} = 2,⠀se⠀ |u_{\phi}| \leq 0,5 \end{cases} \begin{cases} K_{\theta} = 1,⠀se⠀ |u_{\theta}| > 0,5 \\ K_{\theta} = 2,⠀se⠀ |u_{\theta}| \leq 0,5 \end{cases} A seguir, verifica-se as equações de saída e os seus respectivos diagramas de blocos: :::danger Essa parte em que se mostra o diagrama de blocos e a saída precisa ser finalizada. Por favor, em caso de dúvida em como completar pergunte a Breno e Geraldo. Contudo, é só o trabalho de tirar print das malhas e colocar as equações relacionadas à variável. ::: Da equação elucidada anteriormente de $\ddot{x}$, determina-se o valor de $x$ através do seguinte diagrama de blocos: ![](https://i.imgur.com/FOOANvF.png) Diagrama de blocos do modelo não linear do deslocamento translacional x(t). :::danger Colocar o diagrama e equação ::: Diagrama de blocos do modelo não linear de deslocamento rotacional θ(t). :::danger Colocar o diagrama e equação ::: Diagrama de blocos do modelo não linear do deslocamento translacional y(t). :::danger Colocar o diagrama e equação ::: Diagrama de blocos do modelo de deslocamento rotacional ψ(t) :::danger Colocar o diagrama e equação ::: Diagrama de blocos do modelo de deslocamento translacional z(t). :::danger Colocar o diagrama e equação ::: Diagrama de blocos do modelo não linear de deslocamento rotacional φ(t). ## Modelo Linear Como evidenciado na seção anterior, algumas variáveis apresentam um caráter não linear e, portanto, para a realização da modelagem do modelo linear, algumas simplificações foram realizadas. Dentre as adaptações realizadas considerou-se valores de θ e φ pequenos, e, portanto, senσ ≈ σ e cosσ = 1, e adotou-se ψ = 0. Como resultado, obteve-se as seguintes equações a seguir: <center> ![](https://i.imgur.com/pQBVMor.png) </center> Um detalhe importante na definição de $K_\phi$ e $K_\theta$ a depender do módulo de entrada é que como esses dois parâmetros tem uma variação dependente da magnitude do sinal de entrada, e essa variação está contida entre 1 e 2, pode-se obter a linearização de $_\phi$ e $\theta$ a partir da definição de uma constante,assumindo-se nesse caso :::danger 1,5 não é o valor médio do sinal de entrada. Como justificar a utilização de 1,5 e não 1,8013 (valor médio)? ::: Após todas as definições e concessões descritas anteriormente, verifica-se o resultado das equações pós linearização dos seus respectivos parâmetros: :::danger Colocar as equações referentes ao modelo linear ::: Além disso, após a satisfatória compreensão das equações, visualiza-se a seguir, a representação de cada variável em diagrama de blocos: ## Representação no Espaço de Estados ## Simulações Após definir as equações por um modelo clássico e adaptado e construir os respectivos diagramas de blocos, faz-se necessário, para cada conjunto entrada e saída, comparar os gráficos obtidos na simulação com os gráficos do modelo não linear do Ar.Drone 2.0 disponibilizados na descrição da pesquisa: Simulação com o modelo não linear do Ar.Drone 2.0 para a entrada $u_\phi$, com T = 5s, e saída o ângulo de rolagem $\phi$: ![](https://i.imgur.com/GDIG7R6.png) Simulação com o modelo não linear do Ar.Drone 2.0 para a entrada $u_{\dot{z}}$ , com T = 5s, e saída a velocidade linear $\dot{z}$: ![](https://i.imgur.com/ABsDOQe.png) Simulação com o modelo não linear do Ar.Drone 2.0 para a entrada $u_{\theta}$, com T = 5s, e saída o ângulo de arfagem $\theta$: ![](https://i.imgur.com/fB5tZLG.png) Simulação com o modelo não linear do Ar.Drone 2.0 para a entrada $u_{\dot{\psi}}$, com T = 5s, e saída a velocidade angular $u_{\dot{\psi}}$: ![](https://i.imgur.com/QqdeRUj.png) Analisando de maneira minuciosa, observa-se que os resultados obtidos são condizentes com os elucidados na descrição do trabalho. Além dos resultados obtidos para o modelo não-linear, é imperioso que se observe a diferença entre o modelo linear e não linear para as variáveis de interesse: ![](https://i.imgur.com/5y5sC3B.png) ![](https://i.imgur.com/doRA0pK.png) ![](https://i.imgur.com/XkP1m0Q.png) ![](https://i.imgur.com/wEAfhVE.png) Por fim, simulou-se ainda, o comportamento do drone no eixo z e o ângulo de guinada ao longo do tempo ![](https://i.imgur.com/iPPU53s.png) ![](https://i.imgur.com/GyTMB77.png) ## Resultados e Conclusões - Discussão acerca do K médio vs K dinâmico - Discussão sobre a implicação da amplitude do sinal de entrada na discrepância relativa entre os modelos ## Referências ^[Castillo]: CASTILLO; LOZANO; DZUL, 2005; NONAMI et al., 2010; VALAVANIS; VACHTSEVANOS, 2015 H. X. de Araújo, “Trabalho drone engc35.” Slide de apresentação e descrição do trabalho, 2021. ###### tags: `UFBA`