--- title: Minitalk - Sistema Manchester description: Breve apresentação e resumo sobre o sistema Manchester de classificação de Risco tags: SmartScreening --- # Sistema Manchester ![](https://i.imgur.com/J9ssiwO.jpg) ## O que é sistema de Classificação de Risco (triagem de prioridades)? :thinking_face: * Um sistema de classificação de riscos é uma ferramenta empregada por serviços de urgência para criar fluxos e processos de atendimento de pacientes quando a demanda excede a oferta. Ou seja, quando a quantidade de pessoas que chegam para receber atendimento é maior que a capacidade de atendimento do local. * Dessa forma, o critério de atendimento não deve se basear na ordem de chegada, pois os pacientes com gravidade clínica, potenciais riscos ou agravos à saúde ou com algum grau de sofrimento devem ter o atendimento priorizado. * O Sistema de classificação surge exatamente para criar um critério técnico de classificação da ordem de atendimento que não seja simplesmente a ordem de chegada no serviço de atendimento de urgência. Qualquer sistema de classificação deve seguir as seguintes premissas: * Criar uma nomenclatura e definições comuns; * Definir uma sólida metodologia de triagem; * Criar um programa de capacitação dos profissionais envolvidos; * Desenvolver um guia de auditoria e validação dos serviços de triagem. ## Por que precisamos fazer a triagem de prioridades ? :thinking_face: * Para que atenção médica ou atendimento do paciente seja feita em um tempo de resposta adequado às necessidades do paciente. * A metodologia proposta pelo sistema de triagem deve estabelecer critérios claros e objetivos (a partir do consenso de profissionais da saúde) de classificação do risco, indicando a ordêm de prioridade de atendimento dos pacientes com base principalmente na dor e princial queixa indicada. ## O que é o Sistema Manchester de Classificação de Risco? * É um sistema de classificação de risco criado por um um grupo que foi formado em novembro de 1994 com o objetivo de estabelecer um consenso entre médicos e enfermeiros de um serviço de urgência para definir um padrão de triagem e classificação de risco. * Existem outros padrões de classificação de risco, mas o Manchester tem se popularizado como uma referência e um dos mais utilizados. Por exemplo, o sistema Behrens. http://www.pbh.gov.br/smsa/biblioteca/protocolos/AcolhimentoClassificacaodeRiscodasUpasdeBH.pdf * A nomenclarua dos sistemas de classificação de risco define uma ordem de prioridade identificada por cores que estabelece um tempo de minimo de resposta no atendimento do paciente. * O sistema manchester utiliza a seguinte nomenclatura: ![](https://i.imgur.com/FX3JJA9.jpg) * A metodologia do Manchester se baseia em 3 grandes princípios: * Facilitar a gestão clínica de cada paciente com a definição da prioridade de atendimento; * A Classificação com o método Manchester deve ser rápida (espera-se que a classificação seja feita de **3 a 5 minutos** com o apoio de aplicativo) e não pode tentar fazer um diagnóstico do paciente; * O diagnóstico clínico não está associado à prioridade clínica. Por exemplo, um paciente com distensão do tornozelo pode indicar diferentes níveis de intensidade da dor, mas cabe ao profissional que faz a classificação avaliar o contexto. * Os sinais e sintomas apresentados pelos pacientes para fazer a avaliação são chamados de discriminadores e são apresentados em forma de fluxograma; * Cada discriminador indica o nível de prioridade. Aqui existe uma dúvida importante. A diferença entre Prioridade clínica e gestão clínica de um paciente. Isso está na página 4. * A prioridade clínica é o que se faz com o sistema Manchester, enquadrando o paciente em um dos 5 níveis de prioridade com a definição de uma cor. * A gestão clínica pode exigir a compreensão mais profunda de vários fatores e pode afetar os cuidados do paciente. ## Quais os benefícios de se fazer uma Classificação de Risco com o uso do protocolo Manchester? * O Manchester é um protocolo amplamente utilizado com métodos e critérios bem definidos. Além disso, é reconhecido por órgãos de controle do Estado. Existem grupos de avaliação e validação do local que utiliza o Manchester por meio de auditoria para validar o uso correto do método. ## Como funciona o método de Classificação Manchester? (Cap 3) * O médico ou enfermeiro que recebe o paciente para a classificação verifica a principal queixa e faz o enquadramento de acordo com um dos 53 fluxogramas disponíveis. Ao final, da avaliação é identificada a principal queixa, a prioridade e o local de atendimento. Por exemplo: "Dor torácica", "Laranja" e "Sala de Reanimação"; * Um aspecto importante sobre o Manchester é que ele não foi projetado para julgar se o paciente deveria estar ou não em um serviço de emergência, mas para assegurar uma forma adequada de cuidados para quem precisa de urgência no atendimento. ## Como é feita a classificação de risco no Manchester? (Cap 3) * A classificação de risco segue 5 passos na tomada de decisão: ![](https://i.imgur.com/k7jVa6f.jpg) * Ao ser atendido pelo médico(a) ou enfermeiro(a) é verificada a queixa principal ou sinal/sintoma que motivou a procura pelo atendimento de urgência; * A lista de fluxogramas a seguir apresenta um conjunto de sinais/sintomas que foi compilada a partir de um consenso entre profissionais da saúde após pesqusas e estudos internacionais. Essa lista abrange quase todas as situaões apresentadas nos serviço de urgência. Essa lista engloba basicamente: (i) doença, (ii) criança, (iii) alteração de comportamento e (iv) trauma. Na prática os discriminadores são o "Sinal/Sintoma de Apresentação" ![](https://i.imgur.com/Gnt0eAd.jpg) * O processo inicia com a descrição da situação-queixa apresentada pelo paciente; * Em seguida, é feita a escolha do descriminador que determinará o início de um fluxograma específico para determinar a prioridade clínica. * De acordo com o fluxograma escolhido será necessário coletar sinais vitais e informações do paciente; * Cada etapa/item do fluxograma é aprsentado em forma de pergunta para facilitar o processo. * Cada pergunta indica características que diferenciam pacientes entre sim de tal forma que possa alocar em uma das cinco prioridades clínicas definidas pelo protocolo; * Existem discriminadores(condição) gerais e específicos; * Os classificadores gerais(imagem a seguir) se aplicam a todos os doentes, independentemente da situação-queixa. Eles se repetem ao longo dos fluxogramas. ![](https://i.imgur.com/9H5JdNc.jpg) * Os discriminadores específicos estão relacionados com características-chave de uma condição particular. * Para o profissional que faz a classificação os discriminadores que representam sinais de ameaça à vida são provavelmente os mais óbvios de todos. Por exemplo: * Obstrução de via aérea; * Repiração inadequada; * ausência de pulso * Caso ocorra alterações na situação clínica do paciente pode ser feita a reclassificação do risco. ## Quem pode fazer a triagem de Manchester? (Cap 6) O médico(a) ou enfermeiro(a) devidamente habilitado. Além disso, o local que utiliza o protocolo é auditado. ## O que são fluxos de encaminhamentos? (Cap 8) **De acordo com a queixa/condição principal do paciente será iniciado uma sequencias de perguntas, determinando assim um fluxo, sequencial, até a classificação final do paciente, de acordo com a gravidade da condição clínica e a prioridade para atendimento, através de uma identificação por cores.** ## Exemplo de um fluxo de Cefaleia (Usando quando é a principal queixa do paciente) ![](https://i.imgur.com/aQWsHH9.jpg) ## Quais são os sinais vitais que vamos medir no SmartScreening e a importância de cada um deles Sinais vitais são medidas corporais básicas, essenciais para que nosso corpo funcione bem. Os sinais vitais compreendem a temperatura, frequência respiratória, frequência cardíaca e pressão arterial. A dor pode ser considerada como o quinto sinal vital por alguns especialistas. Através do smartscreening serão inicialmente medidos: a temperatura corporal (em graus Celcius), a frequencia dos batimentos cardiacos (em batimento por minuto); a pressão arterial (em milimetros de mercúrio); a frequencia respiratória (em incursões por minuto); saturação de oxiênio (em porcentagem de oxiênio) e a presença de dor (através da escala visual analógica). * Vamos indicar aqui a lista dos sinais vitais que vamos medir e a grandeza de cada sinal com tipo de medida. * Por exemplo, Batimento cardíaco: BPM (Batimentos por minuto) | Sinal Vital | grandeza da medida | Faixa considerada normal para o adulto saudável | | --------------------------------------- | --------------------------- | -------------------- | | Temperatura corporal | Graus Célcius | de 36,1 a 37,2 | | Frequência cardíaca - de 0 a 2 anos | Batimentos por minuto (BPM) | entre 120 e 140 bpm | | Frequência cardíaca - de 8 a 17 anos | Batimentos por minuto (BPM) | entre 80 e 100 bpm | | Frequência cardíaca - Adulto sedentário | Batimentos por minuto (BPM) | entre 70 e 80 bpm | | Frequência cardíaca - Adulto praticante de atividade físicas e idosos | Batimentos por minuto (BPM) | entre 50 e 60 bpm | | Oxigenação (SPO2) | % de saturação | de 95% a 100% | Frequência respiratória | Incursões por minunto | Mulher: – 18 a 20 mpm; Homem: – 16 a 18 mpm;Criança: – 20 a 25 mpm; Lactantes: – 30 a 40 mpm | | Pressão arterial | Milimetros de mercúrio | Pressão sistólica: 90 a 140mmHg; Pressão diastólica: 60 a 90mmHg.|