# Nota da direção
Na semana passada, foi divulgada no canal público da D3 uma nota a condenar a conduta de um membro da direção. O contexto foi o anterior afastamento do autor dessa nota (AJ) dos canais públicos da D3 no Telegram. Face ao uso de adjectivos bastante desagradáveis para descrever o procedimento da direção da D3, e à vontade de esclarecer sócios e simpatizantes que se tenham apenas agora deparado com esta questão, aproveitamos para esclarecer o que se passou.
A D3 foi descrita como "instituição monárquica", face à ação de um dos seus membros. O Ricardo Lafuente (o membro da direção visado pela nota) avançou inicialmente como interlocutor para tentar articular ao AJ a desadequação de alguns dos seus comportamentos, tendo-lhe transmitido a exasperação da direção face à indiferença do AJ relativamente às várias chamadas de atenção. Desde os primeiros episódios (há alguns meses) que cada passo foi acompanhado e discutido em sede de direção, bem como os passos a tomar. Quando decidimos que afastar AJ dos canais era a única via restante, foi uma decisão unânime por parte das 5 pessoas que compõem a direção – e não poderia naturalmente ser de outra forma, porque nenhum dos membros da direção decide ou age sozinho/a pela D3. Face ao cuidado que temos em agir enaltecendo a democracia interna, dá algum desalento acordar para acusações de conduta "ditatorial" e "salazarenta".
É também referido que a D3 não parece querer oferecer "diversidade de tácticas e de estratégias para lutar pelos nossos direitos". AJ foi repetidamente esclarecido sobre o âmbito da D3 e o espectro e termos das discussões que têm lugar nos seus espaços de comunicação; AJ ignorou repetidamente os apelos e chamadas de atenção, em instâncias como acicatar flame wars e usar termos desrespeitosos face à própria D3, e em geral na sua insistência em tomar os canais da D3 como um bate-papo geek casual. Fizemos também vários apelos para que convertesse as suas discordâncias com a D3 em contributos práticos, um parágrafo que fosse para ajudar a complementar as nossas posições, mas AJ optou por nunca proporcionar um contributo concreto. Face a isto, não nos parece que estejamos a discutir "tácticas de luta" distintas, mas sim a intransigência de um simpatizante da D3 em assumir os princípios mais básicos da convivência coletiva, atacando regularmente a organização em cujo espaço, por alguma razão, insiste em permanecer. Somos pela diversidade, mas isso não significa que vale tudo.
Finalmente, admitimos a nossa insuficiência em não termos ainda conseguido produzir um conjunto de regras e princípios para os canais de comunicação da D3. É uma vontade nossa de há muito tempo, mas que também exige um esforço demorado de escrita, discussão e aperfeiçoamento, que é difícil de acomodar dentro da nossa margem voluntária de trabalho na D3, considerando os outros dossiers mais urgentes que temos tido em mãos. Este pequeno episódio veio confirmar a necessidade de um documento claro onde cada pessoa possa compreender o propósito e as fronteiras dos canais de comunicação da D3, e que nos permitam também perder muito menos tempo a explicar ad hoc a forma como fazemos as coisas. Comprometemo-nos, enquanto direção, a produzir uma primeira proposta de documento até 15 de julho, para depois o debatermos e melhorarmos entre os sócios da D3.
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A Direção da D3
Ana Isabel Carvalho
Eduardo Santos
Nuno Mota
Ricardo Lafuente
Tiago Epifânio