# Nota sobre o fluxo de produção editorial da Logopoiese Para aumentar o controle sobre as revisões e reduzir o número de etapas editoriais, a Logopoiese adotou um fluxo de produção editorial baseado em uma linguagem de marcação (_markup language_), emulando assim o fluxo de produção de desenvolvimento de software. Dessa forma, em vez de utilizar uma aplicação WYSIWYG como o InDesign, os autores, editores e revisores trabalham simultaneamente na edição de um único código, que pode ser compilado para produzir a diagramação final, separando a composição em arquivos específicos de conteúdo e forma, assim como ocorre por exemplo entre os formatos `html` e `css`. Essa mudança de paradigma permite a utilização de inúmeras ferramentas gratuitas de alta produtividade e grande controle. Abaixo, alguns exemplos: ![image](https://hackmd.io/_uploads/HyMLL5MtR.png) 1. **ConTeXt:** assim como o LaTeX, é um processador de texto derivado do TeX. Ele é especialmente adequado para a edição de documentos estruturados, como materiais didáticos. É baseado, em parte, no sistema de composição TeX e utiliza uma linguagem de marcação de documentos para a produção de textos diagramados. As capacidades tipográficas do ConTeXt são extensas, incluindo múltiplas classes de estilo e manipulação de fontes e recursos OpenType. Além disso, oferece amplo suporte para cores, fundos, hyperlinks, apresentações, integração de figuras e texto e compilação condicional. Ele dá ao usuário um controle extenso sobre a formatação, tornando fácil criar novos layouts e estilos sem a necessidade de aprender a linguagem de macro de baixo nível do TeX. Embora possam ser feitas comparações entre ConTeXt e LaTeX, os objetivos primários dos dois sistemas são distintos. Desde o início, o ConTeXt tem sido um sistema de tipografia e composição projetado para dar aos usuários acesso direto e consistente ao controle tipográfico avançado, crucial para a composição de material didático. ![image](https://hackmd.io/_uploads/ry8eljfYA.png) ![image](https://hackmd.io/_uploads/H1EPLcftR.png) 1. **git e github:** sistema de controle de versões distribuído, usado principalmente no desenvolvimento de software, mas que pode ser usado para registrar o histórico de edições de qualquer tipo de texto. Com um versificador distribuído, o fluxo de produção é circular e não linear e o controle das versões e discussão sobre o desenvolvimento de conteúdo não precisa seguir as etapas tradicionais de redação, prepaparação, revisão, diagramação, revisão de provas. O ganho de tempo e o controle aumentam significativamente. 2. **PGF/TikZ:** um par de linguagens usadas para produzir gráficos vetoriais (por exemplo, ilustrações técnicas e desenhos) a partir de uma descrição geométrica/algebraica, com recursos padrão que incluem o desenho de pontos, linhas, setas, caminhos, círculos, elipses e polígonos. PGF é uma linguagem de nível mais baixo, enquanto TikZ é um conjunto de macros de nível mais alto que utiliza o PGF. Isso torna a produção de gráficos específicos muito mais consistente e versátil. Além disso, bibliotecas de imagens prontas, como as do repositório texample.org, ajudam o editor a partir de modelos ilustrativos. ![image](https://hackmd.io/_uploads/SyIhDczY0.png) 4. **pandoc:** conversor de "formatos de marcação" para a conversão entre inúmeros padrões de arquivo, como docx, html, markdown. Com essa ferramenta, conseguimos trazer para dentro do fluxo editorial materiais externos produzidos em praticamente qualquer formato estruturado, sem perder as suas marcações de estilo. O pandoc permite ainda a exportação do material produzido para outros formatos utilizados no âmbito dos objetos educacionais digitais (OED). 3. **Sublime integrado ao Chat GPT:** editor de texto amplamente utilizado para a edição de código com um plugin específico para a consulta imediata ao chat gpt. Com a ajuda desse editor, conseguimos incluir ao fluxo editorial as correções e reelaborações oferecidas pela inteligẽncia artificial. 4. **Scripts de verificação:** com a possibilidade de edição em código, a utilização de scripts de checagem e correção é de uso corrente e trivial. Os próprios editores geram códigos em python com IA para a verificação textual. Checagens como uma simples verificação de ortografia, nível de linguagem e até mesmo plágio, passam a fazer parte do fluxo de produção e podem ser definidas pelo cliente. E uma equipe externa de desenvolvedores de software pode interagir com a equipe.