# APIN Matéria exame ###### tags: Apin, Book ## Capítulos Destacados - [x] 1 - Introdução - [X] 6 - Determinação e Análise dos Cash-Flows de um Projeto - [x] 7 - Critérios de Decisão - [x] 7.3 - Critérios de decisão com atualização - [x] 7.31 - A atualização - [x] 7.35 - Índice de rentabilidade - [x] 8 - O Custo de Capital dos próprios - [x] 10 - Risco e Incerteza - [x] 10.2 - Conceitos básicos - [x] 10.5 - Análise de sensibilidade - [x] 10.6 - Cenários alternativos **Nota:** uma vez que não serão apresentadas questões com e sobre cálculos essas partes foram ignoradas durante a anotação mas devem ser estudadas ## Introdução Tarefas da Gestão financeira: * decisões de investimento de longo prazo, não concorrentes - orçamento de investimentos da empresa * decisões de investimento a longo prazo - estrutura de capital da empresa * decisões de investimento e financiamentos de curto prazo concorrentes - gestão de capital circulante (dia a dia da empresa) **Análise de projetos de investimento:** identificar novas oportunidades de investimentoe avaliá-las com vista à sua inserção ni plano da empresa **Capital:** ativos não concorrentes usados na produção ou comercialização **Budgeting:** relativo ao planeamento detalhado dos fluxos monetários de entrada e saída previstos para determinado período de tempo. Fluxos mometários de investimento, fluxos monetários operacionais e fluxos de financiamento **Investimento reais:** investimentos em ativos não concorrentes usados direta ou indiretamente para produção ou comercialização de bens ou serviços **Investimentos financeiros:** ativos financeiros destinados a capitalização e valorização **Investir:** transformar disponibilidades presentes em ativos de caráter não concorrente, tangíveis ou intangíveis, com o objetivo de obter disponibilidades superiores no futuro. Processo temporal de longa duração com a transformação materiel ou económica de certos recursos noutros ![](https://i.imgur.com/z7eHVpE.png) O valor é criado quando o fluxo de cash-flows dispendiddo nestes investimentos é inferior ao fluxo de cash-flows recebido. Tratando-se de decisões de longo prazo haverá que: 1. identificar os cash-flows do projeto 2. ter em conta o timing desses cash-flows ### Tipologias de Projetos * **Atendendo ao objetivo do investimento** * **Investimento de substituição ou reposição:** visam repor a capacidade produtiva da empresa quando chega ao fim a vida útil dos equipamentos existentes. Ñ altera a produção. Equipamentos com mesmas características. Output igual. * **Investimento de modernização ou racionalização:** visam melhorar a produtividade da empresa. Equipamentos novos, maior produção e/ou custos inferiores. * **Investimentos de expansão:** visam o aumento da capacidade produtiva da empresa, para atender a novos mercados, novos clientes ao aumento de procura, algum risco envolvido * **Investimento de inovação:** relacionados com novos produtos, visam diversificar a atividade da empresa, risco no mercado, no caso de envolver inovação tecnológica necessária enfase na análise da viabilidade técnica do produto * **Investimentos estratégicos:** visam criar condições favoráveis às empresas no futuro, são normalmente investimentos que no curto prazo geram mais desenbolso que retorno mas abrem possibilidades futuras, risco elevado * **Atendendo à relação entre investimentos** * **Projetos independentes:** um projeto é economicamente independente de outro quando os seus cash-flows não se alteram, quer realizemos ou não o segundo * **Projetos dependendtes:** * Complementares: a realização do primeiro melhora os cash-flows do segundo * Substitutos ou concorrentes: a realização do segundo piora os cash-flows do primeiro * Mutualmente exclusivos: a aceitação do segundo inviabiliza a aceitação do primeiro * Em casos de dependencia os projetos devem ser analizados em conjunto * **Outras classificações:** * por tamanho: * grandes * regulares * pequenas * por cronologia de fluxos: * convencionais (fluxo negativo -> fluxo positivo) * não convencionais (fluxo positivo -> fluxo negativo) * por setor de atividade * agrículas * industriais * comerciais * serviços * por relação com a atividade produtiva * diretamente produtivos * de suporte à produção * sociais * por natureza do investidor * públicos * privados * mistos * por origem geográfica do capital * nacionais * estrangeiros ### Ciclo de vida e fases de um projeto 1. Concepção 2. Planeamento e Design 3. Execução e Controlo 4. Arranque e Funcionamento **Fase de conceção do projeto:** os projetos são identificados, as alternativas são consideradas e a sua viabilidade é estabelecida, riscos identificados e analizados * **Identificação da oportunidade:** * [Análise SWOT](https://pt.wikipedia.org/wiki/An%C3%A1lise_SWOT) * Análise do ambiente competitivo de Porter: * concorrência direta da indústria * risco de novas entradas no negócio * poder relativo dos fornecedores * poder relativo dos clientes * ameaças de produtos substitutos * [Matriz BCG](https://pt.wikipedia.org/wiki/Matriz_BCG) * [Matriz GE](https://pt.wikipedia.org/wiki/Matriz_GE) * [Matriz de Ansoff](https://pt.wikipedia.org/wiki/Matriz_de_Ansoff) * **Estudos de viabilidade:** Estimativas grosseiras de quais os custos a incorrer e quais os benfícios da ideia. * Análise estratégica, * análise de recursos, * análise técnica, * análise de mercado, * enquadramento legal, * análise organizacional e humana * análise sociopolítica do projeto **Fase de Planeamento ou de Design:** realização de estudos mais detalhados, planemanto promenorizado do investimento. Ênfase passa da estratégia para a tática. Restantes riscos identificados, contratos negociados e estabelecidos, protótipos construídos **Fase de Execução:** tornar os planos realidade, a ênfase passa do planear ao fazer. Estimativas substituidas por propostas de fornecedores, recursos humanos aumentam **Fase de Arranque e Funcionamento:** testes finais, entra em faze de operação, termina a gestão do projeto **Síntese:** * Fase de projeto * Concepção: * Ideia * Pré-viabilidade * viabilidade * Design: * Design * Planeamento * Contratos * Protótipos * Execução: * Execução * Controlo * Construção e instalação concluídas * Arranque e Funcionamento: * Arranque * Últimos testes * Início do funcionamento * Fase operacional: * Funcionamento: * Laboração * Controlo periódico * Revisão ao projeto ::: ## Determinação e Análise dos Cash-Flows de um Projeto **Cash-Flow:** fluxo de caixa ou fluxo de tesouraria podendo ser fluxo de entrada(*inflow*) ou de saída(*outflow*). Tudo aquilo que faz alterar o saldo de disponibilidades (caixa, depósitos à ordem), o que não faz não é cash-flow. *Cash-flows de Investimento (CFI)* associados ao desenbolso com investimentos, em regra negativos *Cash-flows de Exploração (CFE)* fluxos associados desenbolsados ou recebidos após o projeto dar iniciao ao seu desenvolvimento, negativos ou positivos *Cash-flow total (CFT)* ao fim de cada períudo de *t* tempo: $CFT_{t} = CFE_{t} + CFI_{t}$ * Cash-flows permitem uma melhor visão não visivel apenas pelos lucros * Os cash-flows dos projetos devem ser estimados liquidos de impostos, análise pós empostos também deve ser feita * O periudo de avaliação de cahs-flows deve ser igual ou inferior (se o projeto o justificar) a um ano ### Cash-flows Incrementais Os projetos devem ser analisados com base em **Cash-flows incrementais** tendo em conta todos os fluxos de caixa de entrada e saída induzidos pelo projeto. $CF_{projeto} = CF_{EmpresaComOProjeto} - CF_{Empresa Sem O Projeto}$ #### Custos de Estrutura Também chamados *overheads* são gastos fixos relativos a recursos partilhados por várias atividades. Os gastos a imputar ao projeto materializam-se nos desenbolsos por causa da aceitação do projeto. #### Custos de Oportunidade Referem-se a gastos relativos a recursos escassos da empresa que ao serem usados pelo projeto fazem diminuir os resultados de outras atividades. #### Custos Afundados Ou *sunk-costs* são custos passados, já ocorridos, ainda que tenham a ver com recursos a serem usados pelo projeto. Como tal não são cash-flows incrementais e devem ser ignorados na tomada de decisão. #### Efeitos noutros projetos (Externalidades) Os efeitos de um projeto em outras atividades da empresa, atendendo ao principio da incrementalidade, devem ser considerados na avaliação como parte integrante dos cash-flows do projeto ### Cálculo cash-flows de exploração 1. via direta - orçamento de tesouraria, que regista todos os recebimentos e pagamentos do projeto 2. via indireta - mapa de exploração, relativa aos gastos e rendimentos de exploração do projeto ### Análise dos cash-flows de exploração #### Horizonte Temporal da Análise * atender ao ciclo de vida do produto (mercado) * atender à vida física dos investimentos (vida técnica) * atender à vida económica dos investimentos (obsolência) #### Rendimentos Operacionais Emglobam o toal da produção, os subsídios à exploração e outros rendimentos e ganhos **Volume de negócios:** diz respeito a vendas e prestações de serviços **Variações nos inventários de produção:** diz respeito à variação da produção acabada e em curso **Trabalhos para a própria entidade:** não são vendidos para o exterior, pelo que não originam diretamente um fluxo de entrada, no entanto não sendo executados pela empresa teriam que qer adquiridos ao exterior #### Gastos Operacionais * **Variàveis:** emglobam o custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas, os fornecimentos e serviços externos variàveis, mão de obra direta e impostos indiretos variàveis * **Fixos:** gastos de estrutura adicionais, encorridos por causa do projeto em qualquer área * **Depreciações e amortizações:** reconhecimentos contabilísticos que correspondem ao deperecimento dos ativos fixos tangíveis (depreciações) e dos ativos intangíveis (amortizações) e destinam-se a reter na empresa os fundos necessários à substituição desses ativos. Só aquando do pagamento do custo dos ativos se verifica a saìda efetiva de dinheiro, pelo que a consideração de depreciações e amortizações nos cash-flows operacionais implicaria a dupla contabilização do custo dos investimentos $DA = \frac{VA}{n}$, DA - depreciação ou amortização, VA - valor de aquisição do ativo, n - vida útil #### Perdas por imparidade e provisões Gastos operacionais que não se traduzem em saída de dinheiro da empresa, mas permitem economias fiscais. São consideradas no cômputo dos resultados antes de impostos, mas adicionadas para efeito do cash-flow real #### Gastos de financiamento Os encargos financeiros de financiamento do projeto são uma efetiva saída de dinheiro mas não devem ser incluídas no cálculo do cash-flow de exploração porque o processo de exploração já tem em conta o seu valor. Os montantes sujeitos a imposto - **matéria coletável** - não coincidem com os resultados antes de impostos. Os impostos a imputar ao projeto são **impostos diferenciais**, na maior parte dos casos em que o projeto trás um lucro adicional à empresa, trata-se de mais impostos a pagar, mas poderá ser uma economia de imposto. ### Análise dos cash-flows de investimento Dizem respeito ao pagamento do custo das diversas rúbicas do investimento e recebimento dos valores residuais. 3 tipos de reconhecimento: 1. Reconhecimento das aquisições iniciais (por norma custo elevado), Custo do equipamento novo = preço de compra + gastos acessórios de compra + gastos de colocação em funcionanmento - retorno do equipamento antigo 2. Reconhecimento das variações do investimento ao longo da sua vida útil 3. Reconhecimento do valor residual de todos os investimentos, aquando da extinção do projeto ou aquando do limite temporal da análise #### Periodo de pagamento dos investimento Quando analisamos os custos de investimento temos de atender às datas de pagamento dos fluxos daí recorrentes para os registarmos corretamente. à que registar custos exatamente no momento de desenbolso. #### Aquisição de investimentos sem desembolso Investimentos a crédito, registadas como se dessem origem a desembolsos de capital registados como tal à data de aquisição #### Fundo de maneio O fundo de maneio refere-se apenas a atividade de exploração que não dão lugar a juros. Raramente, no âmbito de projetos em empresas já existentes, o nível de segurança de tesouraria é alterado. Daí a não inclusão desta componente nas necessidades em fundo de maneio. Geralmente as variações de fundo de maneio estão relacionadas com a taxa de crescimento da empresa * Inventários * Clientes e outros devedores de exploração * Fornecedores e outros credores de exploração * Estado - IVA, CSS, Imposto de sele, IRS, IRC #### Valor residual do investimento O valor residual a imoutar ao projeto corresponde ao valor de mercado do investimento no fim da vida útil ### Optica do projeto vs optica do empresário Avaliar a **rentabilidade económica de um projeto** na perspectiva de todos quantos nele investiram. Identificam-se todos os fluxos provenientes da exploração do projeto, independentemente da sua origem: capitais próprios ou alheios. Não são retirados aos cash-flows operacionais os encargos financeiros de financiamento. Na **perspectiva do empresário** e sempre que há recurso a endividamento, há que distinguir fluxos de projeto e fluxos de financiamento. A rentabilidade é avaliada do ponto de vista do capital investido pelo dono do projeto. O negócio terá que gerar cash-flows suficientes para remunerar as dívidas contraídas e sobrarem ainda cash-flows para remuneração do capital próprio. ::: ## Critérios de decisão ### Critérios de decisão sem atualização #### Período de recuperação Mede o tempo necessário para que os cash-flows gerados pelo projeto cubram os cash-flows nele investidos #### Taxa de retorno contabilística Este indicador surge em avaliação de projetos na sequência da utilização pelos gestores da ROI (*return on investment*) e da ROE (*return on equity*), como medidas de rentabilidade da empresa. A ROI relaciona os resultados operacionais com o capital investido na empresa, enquanto a ROE relaciona os resultados líquidos com o capital próprio. ### Critérios de decisão com atualização :warning: #### A Atualização :warning: O objetivo da atualização é entrar na linha de conta com o valor temporal do dinheiro, no caso, avaliar se o projeto é preferível ao melhor uso alternativo do dinheiro. A atualização por sí só não entra em linha com o risco, mas com o desfasamento temporal dos fluxos. #### VAL - valor líquido atual Compração do somatório dos cash-flows gerados pelo projeto, atualizados à taxa de custo de capital do projeto, com o cash-flow dispendido inicialmente. Se o somatório dos cash-flows gerados for superior ao custo dos investimentos (VAL positivo) o projeto é aceite. O VAL pode ser entendido como o valor do enriquecimento que o dono do projeto obtém hoje, após repor e remonerar o custo do investimento. Como a posição dos credores é fixa, esse excesso será inteiramente apropriado pelos sócios. VAL = 0 :arrow_right: o projeto tem capacidade para repor o capital investido e para remunerar esse capital à taxa exigida mas não gera valor para a empresa. Permite avaliação de derrapagens. No caso de comparação entre dois projetos com VAL idêntico aconcelha-se a escolha do projeto que acarrete menos custos totais anuais. #### TIR - taxa interna de rentabilidade Indica a rentabilidade intrínseca do capital investido. Trata-se de encontrar a taxa de desconto que força o VAL a zero. Pode ser vista como a ==taxa máxima a que um investidor poderia financiar o projeto sem perda de dinheiro==. A popularidade da TIR está associada ao facto de permitir avaliar a taxa de risco permitida ao projeto. É percentual, de fácil compreenção. É uma medida de retorno em termos absolutos. #### PRA - período de recuperação atualizado Mede o tempo necessário a que os cash-flows gerados pelo projeto cubram os cash-flows nele investidos. A diferença está no facto de os cash-flows serem atualizados antes de se proceder à determinação do ano em que os cash-flow acumulados cobrem integralmente o custo de investimentos. Não é aconcelhado em geral como critério base para a seleção de projetos, em termos de aceitação, podendo ser útil como uma medida de liquidez e de risco. Pode ser usado como critério secundário de desempate. #### IR - índice de rentabilidade :warning: Relaciona o valor atual dos cash-flows de exploração do projeto com o custo do seu investimento. $IR=\frac{VA_{dos}CF}{VA_{dos}CI}$, isto é, diz-nos o valor atual do projeto por euro investido. * IR > 1 - projeto aceitável * IR < 1 - projeto rejeitado * IR = 0 => VAL nulo Indicador muito útil em ituações de restrição de capital, permitindo atender àa duas grandezas em termos relativos:: cash-flows atualizados do projeto por unidade de custo investido. A dimensão do projeto é assim, tida em conta. #### Critério da anuidade Compara a anuidade constante que resulta dos cash-flows operacionais com a anuidade constante que resulta dos cash-flows de investimento. #### EVA atualizado O EVA é uma ferramenta que permite medir a criação de valor nas empresas com base no diferencial entre os resultados operacionais líquidos previstos para a empresa e os resultados exigidos, com base no custo de capital, pelos donos e credores do negócio. EVA positivo cria valor para os donos e credores. É calculado período a período, sendo a atualização dos "n" EVA futuros correspondente ao conceito de *market value added* (MVA). ### Indicadores Macro-Económicos * Valor acrescentado bruto (VAB) * Criação de emprego * Efeitos na balança de pagamentos * Criação de equilíbrios regionais * Dinamização de outras indústrias * Formação do pessoal * Aproveitamento de matérias primas inaproveitadas * Aceleração do desenvolvimento * Captação de novas tecnologias * Independência tecnológica * Melhoria de competividade nos mercados * Investimento/produção * Produção/Gastos diretos * Produção/Emprego * Investimentos/Empregos criados * Lucros/Gastos totais * Investimento/VAB ::: ## O Risco de Capital dos Projetos ### Custo de capital e taxa de atualização **Taxa de atualização** para os cash flows de um investimento corresponde à rentabilidade associada à melhor aplicação alternativa de capital, com o mesmo grau de risco. **Custo capital da empresa:** taxa à qual, descontando os cash-flows médios da empresa, obtemos o seu valor de mercado. ### CMPC - custo médio ponderado de capital Custo conhecido como o custo de capital tradicional. * CMPC da empresa = Custo de capital da empresa. CMPC é a taxa de atualização que quermos usar quando avaliamos a empresa * o CMPC da empresa pode ser usado para avaliar projetos desde que estes tenham a mesma estrutura de financiamento e o mesmo nível de risco que a empresa. * Para projetos de vida finita, só fazendo pagamentos aos acionistas e aos devedores, com cash-flows gerados, é que o CMPC pode ser usado como taxa única de atualização. * CMPC é calculado sem impostos e são adicionados à postriori ### Interações decisões de investimento e de financiamento Devem ser separadas. **Decisões de financiamento** devem ser tomadas de modo a minimizar o custo de capital de uma empresa. **Decisões de investimento** devem maximizar o valor da empresa. Ao fazermos a avaliação de um projeto com base em cash-flows operacionais, estamos a pôr de lado os fluxos do financiamento do mesmo. #### Financiamento pelo método Arditti-Levy Este método preconiza a incorporação dos benefícios fiscais da dívida na definição dos cash-flows, o que leva à utilização da versão do CMPC antes de impostos como taxa de atualização. #### Incorporação do financiamento pelo método do Vala Separa o VAL do projeto em duas componentes: 1. o valor que o projeto originaria se fosse inteiramente financiado por capitais próprios - $VAL_{base}$ 2. o valor atual dos cash-flows resultantes do financiamento do projeto - $VA_{CFF}$ Para cálculo do primeiro componente é necessário * estimar os cash-flows operacionais do projeto * estimar o custo do capital próprio para uma empresa não endividada, com o mesmo risco de negócio dos projetos em análise A principal vantagem do VALA é permitir incorporar na análise financiamentos específicos do projeto e identificar a contribuição de cada um destes modos de financiamento para o VAL do projeto. VALA é pqarticularmente indicado sempre que não podemos separar decisões de investimento e de financiamento. Também é o mais correct para *project financing*. ### Conclusão Que custo de capital usar no desconto dos cash-flows do projeto? Quando a empresa investe e, prpjetos similares aos atuais, em termos de estrutura de financiamento, usamos o custo de capital da empresa ou, quando opera em diferentes setores, usamos o custo de capital do setor do projeto. Para projetos singulares em termos de risco, ou projetos que alterem a estrutura de financiamento, usamos o custo de capital específico do projeto ## Risco e Incerteza Quando às variáveis primárias se consegue associar probabilidades fala-se de **risco** - quantificar o risco é quantificar a variabilidade destes fluxos com base na distribuição de probabilidades associada. Quando não são conhecidas probabilidades falamos de **incerteza**. A incerteza traduz-se na lacuna entre a informação existente e a informação necessária à tomada de decisão. ### Conceitos Básicos :warning: #### Risco económico versus risco financeiro Em clima de ausência de risco (cash-flows certos) o objetivo da gestão, maximizar o VAL do projeto, passa por descontar os cash-flows à taxa sem risco, $r_{f}$. No caso de cashflows incertos, existem duas formas básicas de incorporar o risco do projeto na análise. 1. Utilizar uma taxa de desconto ajustada ao (ajustar a taxa média ponderada de custos de capital da empresa tendo em conta o risco do projeto) 2. Ajustar os cash-flows, calculando os seus equivalentes certos e descontando-os de seguida à taxa sem risco O ajustamento à taxa deve ter em conta **dois tipos** de risco: 1. **risco económico**, associado à variabilidade dos cash-flows operacionais 2. **risco financeiro**, associado à variabilidade dos cash-flows antes de impostos, após consideração dos gastos de financiamento. Quanto maior a variabilidade dos cash-flows maior o risco e como tal maior a rentabilidade exigida (custo de capital), quer pelos acionistas quer pelos credores. #### Determinantes do risco do projeto Tipos de risco: * individual - risco do projeto em contexto isolado sem atender a possiveis efeitos na carteira de projetos * da empresa - risco do projeto no contexto da carteira de projetos da empresa * do mercado - forma como a rentabilidade do projeto muda com a rentabilidade do mercado **Risco único:** estimar a variabilidade dos cash-flows do projeto ou da sua taxa de retorno (desvio padrão da TIR). Em àreas onde a empresa tenha experiência passada, ou onde possa recorrer à experiência de outras empresas, esta estimação poderá basear-se em observações históricas. Em processos completamente novos alguns julgamentos subjetivos serão inevitáveis. #### Formas de introduzir o risco e a incerteza na análise do projeto A maioria dos métodos tradicionais usados para incorporação do risco na análise dirigem-se à avaliação do risco individual do projeto. * Métodos da teoria da decisão * Métodos probabilísticos simples * métodos de simulaçao * análise de sensibilidades * análise de cenários * análise de ponto morto * simulação de monte carlo/Simulação de hertz * árvores de decisão Já a utilização do CAPM para valorização do risco do projeto dirige-se ao risco do mercado. ### Métodos empíricos para tratamento do risco Conjunto de técnicas para precaver o risco dos projetos baseadas na experiência ou intuição dos avaliadores #### Método da vida útil Quanto maior a vida do projeto, maior a incerteza. Daí truncamos a vida do projeto em termos de horizonte temporal. #### Prémio de risco na atualização Ajusta-se subjetivamente a taxa de atualização dos cash-flows adicionando um prémio de risco, de acordo com a natureza do projeto. #### Equivalente certo Semelhante ao anterior, sendo que a diferença está em que, neste caso, ajustam-se os cash-flows (numerador do VAL) e não a taxa (denominador) ### Métodos da teoria da decisão Em situações com vários senários económicos previsíveis sem que seja possível identificar a probabilidade de cada um deles, podem recorrer-se a metedologias da teoria da decisão * Critério da insuficiente razão de laplace * Critério Maximin de wald * Critério maximax * critério de ponderação de máximos e minimos de Hurwicz * Critério minimax de Savage ### Análise de sensibilidades :warning: Oscilar os valores das variàveis com maior incerteza de 5% a 10% positiva (optimista) ou negativamente (pessimista) à vez, mantendo as demias constantes. A incerteza de uma variável não significa o maior impacto no resultado final (uma variável pode ter uma variabilidade grande mas contribuir pouco para o risco do VAL e o inverso também pode acontecer) #### Análise do break-even *Break-even*: ponto crítico ou ponto morto Neste caso procura-se o valor de vendas mínimo para que o projeto seja aceite. A partir dessa informação a obternçao de um valor exato para as vendas já não é crítico desde que se estimem as vendas claramentes superiores a este ponto. Devemos ter em conta cash-flows e não resultados e atender ao valor temporal do dinheiro. Não se trata do ponto crítico contabilístico (quantidade vendida que iguala receitas totais a gastos totais) mas do valor de vendas para qual o VAL é nulo. Pode-se fazer análise de break-even para qualquer variável do projeto. #### Limitações da análise Ignora variações simultâneas de variàveis, já que varia cada grandeza de cada vez, mantendo as demais constantes. Algumas variàveis podem ser correlacionadas e nesse caso a análise de sensibilidades é inapropriada. ### Cenários Alternativos :warning: A construção de cenários tem por objetivo testar a sensibilidade do VAL a variações de diversos fatores. A sua utilização mais correta tem em conta 3 tipos de cenários: cenário-base (tido como mais provável) e os senários pessimista e optimista, em que as diversas variáveis são tidas em simultâneo nos seus piores e melhores valores. Quando usamos estes senários, estamos a sobreavaliar os resultados extremos. Ainda que se construam outros cenários intermédios, trata-se sempre de considerar alguns dos cenários possíveis.