# Roteiro Curso Vero/ISOC Uso de memes e o direito autoral: https://dbriefing.com.br/blog/2021/04/07/memes/ Estrutura de Texto: - AIDA: https://neilpatel.com/br/blog/aida/ - PAS: https://agenciadebolso.com/conteudo/a-formula-p-a-s-para-escrever-textos/ ## Vídeo 3 (RESOLVER): **Resumo:** Apresentação das soluções passadas (o que aprendemos), atuais (o que está acontecendo e nossa críticas), futuras (o que está previsto para acontecer) e o que desejamos (introduzir redes comunitárias) para a solução do problema. Pergunta principal: "Como diminuir as desigualdades digitais?" ### 1 - Introdução/Teaser/Outline (ATENÇÃO): 20 segundos > Apresentação de um pequeno corte mais interessante do conteúdo principal, ou realizando uma provocação chamativa para despertar interesse ao restante do conteúdo Acesso a internet é um direito humano fundalmente garantido pela ONU. Você tem esse direito garantido? Infelizmente 50% dos Brasileiros não! Muitos seguem desconectados e impedidos de acessar esse direito. Muitas regiões do Brasil nem sequer possui um provedor comercial, e outros o serviço e precário ou muito caro. Mas existe uma solução onde a própria comunidade pode se mobilizar e criar seu próprio provedor de internet, com custo justo e autogestão. Meu nome é Marcelo Saldanha, eu sou Thiago Paixão e que tal falarmos um pouco sobre as possíveis soluções para diminuir as desigualdades digitais no Brasil? ~~inclusão digital no Brasil?~~ ~~O que é estar conectado para você? A conexão à internet hoje é quase o ar que respiramos! Estabelecido como direito humano pela ONU desde 2016, este serviço essencial garante a quem tem o acesso uma vantagem dentro da sociedade da informação. Então como podemos garantir que quem não tem acesso pleno passe a ter? Meu nome é Marcelo Saldanha, eu sou Thiago Paixão e que tal falarmos um pouco sobre inclusão digital no Brasil? (meme tela matrix)~~ ### 2 - Vinheta/Título: 5 segundos > Vinheta rápida contendo a arte do curso e o título do vídeo ### 3 - Conteúdo principal (6 minutos) #### Sobre o cenário (INTERESSE) * Importância das politicas públicas de acesso para diminuir as desigualdades digitais Tem uma frase que gosto muito que diz: se não ocupamos os espaços políticos, ocupados por outros estão. Conhecer as políticas públicas de inclusão digital e de acesso é uma parte importante para se conhecer onde elas acontecem, como funcionam e principalmente como vc pode incidir para que elas sempre possam ficar melhores. Dito isso, o papel destas políticas, pelo menos em teoria, é levar o acesso à internet e a inclusão digital onde o mercado não tem interesse em atender. Isso é dever do poder público, seja na elaboração de leis para garantir tais políticas ou seja pelo executivo em implementá-las. Vamos então navegar um pouco sobre quais foram ou são estas ações de governo. * Políticas públicas do passado (bem sucedidas e não bem sucedidas) Temos políticas de inclusão digital relativamente antigas como o ProInfo, que montava computadores nas escolas para garantir o letramento e inclusão digital, tínhamos o ProUCA, que dava em concessão computadores para os alunos e também tínhamos os telecentros, que eram espaços com computadores e acesso à internet dentro de comunidades sem conectividade, geralmente conectados por outra política chamada GESAC, que em resumo era uma conexão via satélite, com uma velo bem lentinha (512 kbps). Por fim, foi criado também o programa banda larga nas escolas (PBLE), visto que existiam os laboratorios de computadores e computadores para alunos, mas, não havia conexão. Esta política resiste até hoje ainda, mas, falaremos dela daqui a pouco. Com o avançar do tempo e da relevância do acesso à internet, em 2010 foi lançado o PNBL, plano nacional de banda larga, que tinha como objetivo garantir acesso à internet, principalmente em locais sem interesse comercial ou de baixa competitividade a valores mais baixos, que no caso da época de seu lançamento era o valor de 35,00 por 1 mega....sim, 1 mega. Osso! Ainda tinha um desconto a mais, indo pra 29,90 :-), se o provedor tivesse isenção fiscal no estado onde estivesse provendo o serviço. Esta mesma política, também previa redução de preço de link no atacado, mas, infelizmente as operadoras nunca concretizaram o plano e acabaram sendo beneficiadas em troca de nada, ou quase nada. * Políticas públicas atuais e nossas críticas Como falamos agorinha, algumas políticas sobreviveram ou foram requentadas. São os casos do GESAC, que ganhou um fôlego a mais com o lançamento do satélite brazuca, chamado de SGDC1 (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas 1), usando uma tecnologia que aumentou a velocidade de acesso. Lembra da conexão dos telecentros ali atrás, que era lentinha, agora o link deu um upgrade podendo ser oferecido até uns 20 mega pela política pública. O PNBL foi requentado umas 3 vezes e por fim foi incorporado à política de telecomunicações numa versão incrementada, ou seja, no PNBL havia um papel importante da Telebras (Telecomunicações Brasileiras S.A.), que é tipo um provedor de atacado só que com obrigações de atender também políticas públicas, onde esta empresa teria que levar acesso de internet para vários pontos de interesse público e social ou até fazer o provimento de acesso para o usuário final caso não houvesse disponibilidade de acesso nas localidades. Por fim, a Telebras está conseguindo garantir o fornecimento de link de atacado para alguns provedores menores e também ela que está fazendo a gestão compartilhada do SGDC1 para prover sinal via satélite para os pontos GESAC. Outra política pública que tem relevância é o PBLE, porém, esta política tem uma falha de fiscalização e por conta disso, as 65 mil escolas públicas urbanas que deveriam estar conectadas, com velocidades equiparadas as ofertadas no mercado, enfrentam vários problemas que vão desde a sua não conexão como exatamente de velocidades esdruxulas. E por fim, o programa GESAC tb foi requentado :-) neste governo, dando um nome fantasia de WiFi Brasil, que apesar de só garantir o acesso via satélite e a participação de agentes privados como parceiros no programa, a exemplo do Banco do Brasil e SEBRAE, estão se discutindo, ALELUIA!!!, a inclusão de acesso também via fibra óptica. * O que está previsto para o futuro Então, como vimos até agora, as políticas estão assim, mas, o que nos reserva para o futuro, além desta possibilidade do WiFi Brasil e uma melhoria do PBLE? Em 2019, a Lei Geral de Telecomunicações foi mudada e sem entrar muito em detalhes, uma das mudanças era para permitir de forma mais flexibilizada se ter acesso aos recursos publicos para ampliar o acesso à banda larga no país. Para isso, além da LGT, também foi mudada a Lei do FUST. Este fundo acumulava mais de 21 bilhões, mas, nunca havia sido usado, pq só se poderia usar para a telefonia fixa, que a cada dia vem morrendo por conta da telefonia móvel e a internet. Então com estas modificações das Leis, estamos numa batalha para que em breve parte destes recursos possam ser usados em políticas e projetos voltados para o interesse público, mas, estamos quase lá, pq só falta o governo criar o bendito conselho gestor do fundo para que este comece a analisar e aprovar os projetos, que poderão ser enviados por governos, empresas e entidades da sociedaed civil...heeeiii!!! Por conta desta modificação, também saiu outra lei quentinha este ano. Com a proposta de minimizar os danos do COVID na educação. No que toca o acesso remoto às aulas, esta lei, apelidada de Lei da Conectividade, garante pacotes de internet móvel ou fixa para alunos e professores através do aporte de 3,5 bilhões do FUST. O problema aqui é que o governo federal, mesmo depois de ter tentado vetar a lei e não ter conseguido, acabou abrindo uma ADIn - saúde! - ou seja, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF, afirmando que não tem dinheiro...kkkkk Mas, e então? Só temos estas opções, ou seja, acesso à internet através de provedores comerciais, que só vão onde tem interesse econômico ou de políticas publicas que estão cheias de entraves e falta de planejamento? NÂÂÂÂOOOHHHH!!!! * Redes comunitárias como uma das solucões mais democráticas (gancho para o desejo). Uma das soluções, inclusive recomendada pela UIT, órgão máximo de telecomunicações ligada a ONU (lembra? ONU, Internet, Direito Humano?), indicou que os paises estimulem a criação de redes comunitárias para atender areas sem acesso ou onde o acesso é precário ou caro demais. Mas o que são redes comunitárias? #### Soluções ideais (DESEJO) * O que são redes comunitárias Tecnicamente falando ela não difere muito de um pequeno provedor local, mas, seu grande diferencial está na apropriação tecnológica e na autogestão da rede pelos proprios usuários, permitindo que o acesso seja democrático e universal. Isso quer dizer que quem manda na rede não é um ou dois sujeitos, mas, a galera toda que faz parte dela, onde a lógica não é o lucro, mas, sim garantir de forma sustentável que todos e todas tenham acesso. Isso é top D+. * Como elas funcionam Mas como funciona isso? De certo é preciso engajamento na comunidade, onde as pessoas possam passar por processos de formação técnica básica principalmente, para configurar os radinhos (modo carinhoso de apelidar os equipamentos que serão usados na rede). Outro passo é garantir que a conta seja rachada ou captada para a compra dos equipamentos, o pagamento de link de internet e manutenção. Ai entra outra parada bem bacana, rachar a conta sempre foi mais barato do pagar ela sozinho, certo ? Como é um serviço de compartilhamento, nada mais justo que a galera faça esta divisão dos custos. Dentro do processo de organização deste bem comum, é evidente que a galera poderá delegar para um grupo menor esta operação da rede local, mas, sempre lembrando que todos e todas fazem parte das tomadas de decisão. Blz!!! Mas como faço pra montar uma rede comunitária? * O que é preciso para montar uma rede em sua comunitade. Como disse agorinha, um dos primeiros passos é o engajamento da comunidade e geralmente isso começa com alguns(mas) cabeçudes para se apropriar dos conceitos de redes comunitárias. A partir do momento que este primeiro grupo compreende como a coisa funciona, dai começam a chamar mais pessoas, até que se tenha um grupo inicial legal pra dar vida a sua criação (meme IT'S ALIVEEEEE). Feito a organização, dai é buscar os recursos para compra dos equipos e para fazer a capacitação, que geralmente demora uma semana. Existem várias entidades que ajudam as comunidades a fazerem este processo. Outro caminho é buscar pessoas na comunidade ou entorno que tenham este conhecimento, até porque da parte técnica, a treta é relativamente simples, ou seja, é configurar uma rede local, tipo uma receita de bolo. Ainda na questão dos recursos, caso a comunidade de fato queira que a rede tenha acesso à internet, é preciso achar um provedor, geralmente que venda no atacado, para a contratação de link. Sim, vc precisa se conectar a outro provedor para ter acesso à internet, pois, assim é que ela funciona, uma rede se conectando na outra :-). Feitos os passos anteriores é hora de botar a mão na massa e montar a rede na comunidade, instalando os equipamentos dentro do que foi planejado na formação. Com a rede funcionando, a missão passa a ser sua autogestão, ou seja, é preciso se definir quem será ou serão xs tecnicxs comunitárixs, estabelecer a forma como estes serão pagos, garantir o pagamento de link de atacado e a recomendação é que se crie um fundo comunitário para eventualidades e para a expansão da rede e voilà. ### 4 - Chamada p/ ação (AÇÂO/CTA) (40 segundos) > Convidar com argumento persuasivo a audiência a curtir, compartilhar e a comentar através respondendo uma pergunta final. Também indicar e pedir para assistir os outros vídeos caso não tenha assistido apresentando eles na tela. Então, se você não tem acesso, ou ele é muito ruim ou caro, basta agitar uma galerinha no bairro e começar a criar sua propria rede. No Brasil quase 20% dos internautas compartilham sinal de internet com xs parças vizinhos. O que fica como pergunta é: E você também quer entrar nesta corrente do bem de compartilhar acesso de internet? Então curta e compartilha esse vídeo com amigos de sua comunidade e responda aqui nos comentária: Que tipo de problema vocẽ gostaria de resolver em sua comunidade com uma rede comunitária? Acesso às aulas online? Trabalho remoto? Ou o que mais? ### 5 - Vinheta de encerramento (5 segundos) > Vinheta rápida e apresentação de "Realização", "Parceiros", "Patrocínios" com devidos logos e créditos de produção. ### 6 - Opicional: Encerramento/Pós crédito (máximo 40 segundos) > Fala final ("em off") agradecendo a oportunidade, impressões gerais, erros de gravação e outros recados. ------------- PAS O que é estar conectado para você? O que é conexão para você? Quando falamos em estar conectado, o que você imagina? Se o universo está todo interconectado, por que você não estaria ? (memes botando dedo na tomada, acasalamento de tartarugas, cachorro agarrado na perna, capela cistina parodia) Meu nome é Marcelo Saldanha e que tal falarmos um pouco sobre inclusão digital no Brasil? (meme tela matrix) O acesso à internet permitiu que a inclusão digital se expandisse de forma bem rápida, porém, este acesso ainda é muito desigual, principalmente em paises em desenvolvimento ou mais pobres. Estar fora da internet hoje é um divisor de águas para se ter acesso aos direitos, a educação, a informação e ao exercicio da cidadania. (memes de meritocracia) Na sociedade da informação, ou seja, a era em que vivemos culturalmente hoje, estar infoexcluído é um problema. Esta exclusão está relacionada geralmente a falta de infraestrutura, falta de dinheiro ou até falta de conhecimento. (memes travolta com duvida, pagando com feijões e dummy qubrando o computador) Hoje, no Brasil, temos quase 50% dos lares sem acesso à banda larga fixa. Apesar do acesso a banda larga móvel estar presente para mais pessoas, as desigualdades ainda sim excluem as pessoas de uma cesso pleno e de qualidade. (mostrar mapa de conexões no Brasil) Talvez você já tenha sacado isso, até porque quem não passou perrengue com acesso lento no celular, pq o danado está em 3G ou H ou Edge; ou ainda pior, acabou o crédito vale-coxinha da franquia de dados do seu plano. Enfim, o acesso via celular é legal, mas, o modelo do negócio é que é treta, além disso, nem tudo dá pra se fazer no celular com a mesma qualidade que se faz num computador ou notebook. Salvo se você tem super visão ou seu Smartphone seja na verdade um tablet disfarçado :-). (meme puto com o celular, subindo na árvore pra pegar sinal ou meme sessão espírita/pai de santo) - (Meme Fry-Futurama e meme phablet) Pra completar a bagunça, hoje não temos políticas de acesso no Brasil que sejam de fato eficientes. Quem já ouviu falar do plano nacional de banda larga, programa banda larga nas escolas, GESAC, telecentros.br e mais recentemente WiFi Brasil? (meme nazaré tedesco) Sim, todas são ou foram políticas públicas para garantir acesso e inclusão digital, mas, como diria o TCU, está tudo uma zona, ou seja, segundo relatório do tribunal de contas da união, o problema da banda larga no Brasil é a falta de planejamento, DÃHHHH!!!. (meme de falta de planejamento, projeto que deu errado) O mais tragicômico é que não foi por falta de avisos, recomendações e até umas briguinhas. Desde 2010 que a sociedade civil vem falando sobre o problema e dando sugestões para os governos criarem políticas que de fato tenham resultados focados no interesse da população. O flórida é que desde sempre as políticas de telecomunicações sempre foram voltadas para os interesses das teles e como botar mais bufunfa no bolso dos acionistas. (meme de grana alta no bolso, show me the money) Mas chega de falar dos problemas! Vamos as soluções! (meme risada juan) Quando falamos de acesso à internet, talvez pensemos logo de cara na compra de link junto a um provedor local ou fechar um plano de celular com banda larga móvel e em seguida, pensamos no nosso roteadorzinho surtando com todo mundo se conectando nele em casa; isso quando não compartilhamos com os vizinhos ou pegamos deles o sinal :-). (meme qual a senha do wifi - whinderson nunes) Vale até citar que no Brasil, devido as "faltas" que falamos antes, 19% dos internautas brazucas compartilham sinal de internet de casa com outras pessoas, ou seja, existe sim um potencial altruísta de que podemos aumentar este compartilhamento para os outros quase 50% da população. (meme jesus legal) Neste sentido quero falar com vocês sobre a iniciativa de redes comunitárias. Não é rede pra dormir juntinho com uma galera e nem uma rede de pesca com várias pessoas puxando :-), é um provedor só que gerenciado, organizado e mantido pelos prórios usuários. Bacana né! O lado bom da rede comunitária é que ela segue uma lógica inversa em relação ao modelo comercial tradicional, ou seja, o foco não é se vai ter lucro, mas, sim se o serviço vai chegar pra galera com preço belezinha, qualidade top e ser autossustentável. De certo que pra isso rolar tem que rolar antes juntar este povo que quer fazer a rede funfar, ter acesso aos conhecimentos técnicos básicos para botar a rede no ar e depois fazer os acordos de rachar a conta, sim, rachar a conta, porque pra ter almoço grátis alguem vai ter que pagar, mas, o lado show disso é que rachar a conta sempre sai mais barato do que pagar a conta sozinho, concorda ? E quanto mais pessoas entram na rede, mais barato fica. Esta mágica técnica e financeira acontece pq nem todo mundo acessa a internet ao mesmo tempo ou está fazendo acesso pesado, o que permite os provedores estimarem o quanto de banda se precisa ter para garantir o acesso para os usuários. Por isso tem o chamado horário de pico, pq é a hora que muitas pessoas estão acessando e dai a internt pode ficar mais lenta. A treta aqui, como havia dito, é que para o provedor tem mais lucro, um link e infraestrutura que caberiam 100 usuários, eles colocam bem mais. Já no caso da rede comunitária, como o foco não é lucro, muito pouco provável a galera iria fazer esta prática. (meme de mágica) Então, há muito pouco tempo atrás, fazer este tipo de inicitiva era considerada crime, mas, a fila anda e com um pouquinho de pressão, acabou que a Anatel criou a dispensa de autorização para se fazer este tipo de serviço, bastando seguir algumas regrinhas básicas dos radinhos que vc usar nesta rede, mas, não vou entrar no tecnês, no final do vídeo eu deixo os links pra vcs. (meme de grito) Então hoje, de fato, quem quiser compartilhar acesso de internet de uma forma mais abrangente é possível tecnica, financeira e legalmente, ou seja, não precisa ser um "Jênio" da informática e de telecomunicações, não precisa ser o tio patinhas e nem precisa contratar um advogado pra tirar você da cadeia :-). Basta seguir as normas. (meme seguindo mulheres chamadas Norma) Agora imagine a galera toda do bairro acessando uma rede local, com acesso à internet e podendo fazer miséria nesta rede. Jogar em server? É local, abestado! Precisa pagar? Sabe de nada inocente! A rede é nossa! O que quero dizer é que qualquer serviço, conteúdo, game, o que for e couber no digital, pode rolar dentro desta rede, mesmo não tendo acesso à internet. Isso é bacana por vários motivos. Podemos acessar conteúdos locais sem consumir banda de internet, deixando o acesso mais rápido para o que realmente se precisar acessar fora da rede, criar conteúdos locais, inclusive de comunicação e informação de relevancia para a comunidade, lazer a balde, jogos, videos, musica, livros, tudo que der pra copiar de forma legal (kkkk) e botar a disposição pra galera acessar na rede local. Fora isso, ainda é possivel criar outros serviços locais como plataformas de ensino a distância, radio e tv online, e-commerce (lojinhas online) do bairro e até aplicativos mensageiros e redes sociais. As potencialidades são muitas, mas, de certo tudo vai no ritmo do que a galera quer colocar no ar. A maior rede comunitária hoje no mundo é na Cataluña, chamada guifi.net, com mais de 40 mil nós de rede, e cada nó na rede é nóis na fita :-). Aqui no Brasil, a rede mais antiga fica no interior do Rio de Janeiro, numa comunidade chamada Marrecas, sim Marrecas e passou a ser localizada no google maps depois que montou sua rede :-). Lá a rede tem 150 familias usando o serviço e racham a conta para bancar links de até 10 mbps e outros benefícios a uma média de 35 reais por mês. Mudando um pouco de pau pra cavaco, acho que vale a pena também falar um tiquinho sobre as políticas públicas. Como havia citado lá em cima, a coisa não está muito boa, porém, eu acredito no seguinte: se não ocupamos os espaços políticos, ocupados por outros estão. Neste sentido é importante conhecer as políticas públicas de inclusão digital, até mesmo para engajamento social na busca de melhorá-los. Dito isso, hoje basicamente temos o programa WiFi Brasil, que leva links de satélite para localidades infoexcluídas, onde recentemente o MCOM está buscando incluir também links com fibra optica. Além do Wifi Brasil, existe o programa banda larga nas escolas, que tiveram obrigações imputadas as grandes operadoras para interligarem com acesso à internet as escolas públicas urbanas. A meta até agora é de 65 mil escolas. Em paralelo a isso tudo e por conta do covid-19, vários projetos de lei foram se transformando em leis e uma das mais importantes agora é o uso de recursos públicos para garantir acesso à internet para alunos e professores, bancando pacotes de internet móvel e tb fixa para que os estudos possam ter continuidade neste momento em que vivemos hoje. O problema é que o governo federal está dizendo que não tem dinheiro e entrou com uma ADIn - saúde :-) - ou seja, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF. Ahhh Xandão querido!!! (meme de espirro e Alexandre de Moraes) Logo, é importante que todas, todos e todes busquem mais informações sobre estas políticas para então qualificar o debate e pressionar por mudanças nestas ações que podem resolver uma parte dos problemas que temos hoje em relação ao acesso à internet, principalmente para quem está em áreas sem interesse dos provedores comerciais ou por falta de grana mesmo. Então, empolgades em saber mais sobre como resolver com as próprias mãos, ou melhor, com várias mãos o problema do acesso à internet como direito fundamental ? Cola nesta ideia e vamos falar mais sobre isso nos outros canais conosco. Fique ligado opss, conectado com a gente!!! Abs e #PartiuInternetParaTodes